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ELEIÇÕES 2026 04/Out/2026 às 11:08 COMENTÁRIOS
ELEIÇÕES 2026

Lula vence a eleição no exterior em 25 países, enquanto Flávio Bolsonaro é o mais votado em 8 até agora, mostra apuração

Publicado em 04 Out, 2026 às 11h08
Lula vence eleição exterior países enquanto Flávio Bolsonaro mais votado apuração
Eleições no exterior

Os primeiros resultados da eleição presidencial entre brasileiros que vivem no exterior mostraram vantagem territorial expressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (4). Em uma parcial que reunia 33 países e territórios com resultados já encerrados, Lula apareceu à frente em 25, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) venceu em oito.

O levantamento, feito a partir dos boletins de urna disponibilizados ao longo do dia, ainda não representava a totalização definitiva do voto fora do Brasil. A diferença de fuso horário faz com que países da Oceania e da Ásia concluam a votação muitas horas antes do fechamento das urnas em território brasileiro, permitindo conhecer gradualmente o comportamento dos eleitores no exterior.

Lula venceu em 25 dos 33 locais da primeira parcial

Naquele momento da apuração, Lula havia vencido na Austrália, Arábia Saudita, China, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Dinamarca, Egito, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Finlândia, França, Hungria, Kuwait, Líbano, Malásia, Nova Zelândia, Países Baixos, Palestina, Quênia, Romênia, Singapura, Síria e Turquia.

Flávio Bolsonaro aparecia na frente em oito locais contabilizados: Catar, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Grécia, Israel, Japão, Tailândia e Taiwan.

Os resultados mostraram diferenças bastante expressivas em alguns países. Na Palestina, Lula recebeu 1.078 votos, equivalentes a mais de 93% dos válidos, contra 46 de Flávio. Na Dinamarca, o petista chegou a 78,94%, enquanto na França a parcial utilizada no levantamento indicava 82,27%.

Japão colocou Flávio à frente no número absoluto de votos

Apesar de Lula vencer em 25 dos 33 locais contabilizados naquela parcial, havia uma aparente contradição: Flávio Bolsonaro ainda somava mais votos no total.

O candidato do PL tinha 32.431 votos, contra 23.732 de Lula.

A explicação estava quase inteiramente no Japão.

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Flávio conquistou 24.601 votos no país, equivalentes a 71,59% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 5.222, ou 15,20%. A vantagem de aproximadamente 19 mil votos obtida por Flávio somente no Japão era suficiente para compensar, naquele estágio da apuração, as vitórias de Lula em dezenas de países com comunidades eleitorais menores.

O Japão é um dos maiores colégios eleitorais brasileiros fora do território nacional. Em 2026, havia 88.293 brasileiros aptos a votar no país.

Lula venceu na Austrália e na China

Na Austrália, um dos primeiros países de grande comunidade brasileira a concluir a votação, Lula recebeu 4.562 votos, ou 53,98% dos válidos. Flávio Bolsonaro ficou com 2.579, equivalentes a 30,52%.

Na China, considerando Pequim, Xangai, Cantão e Hong Kong no levantamento inicial, Lula somava 367 votos contra 203 de Flávio. Na China continental, sem Hong Kong, a vantagem do petista foi de 268 a 98.

Lula também venceu na Coreia do Sul, por 123 votos a 72, e em Singapura, por 190 a 92.

Na Nova Zelândia, primeiro país a abrir e fechar as urnas por causa do fuso horário, o presidente recebeu 234 votos, ou 70,48% dos válidos, enquanto Flávio teve 64.

 Oriente Médio mostrou resultados bastante diferentes

A votação dos brasileiros no Oriente Médio revelou diferenças importantes entre os países.

Lula obteve 1.078 votos na Palestina, contra apenas 46 de Flávio Bolsonaro. Na Arábia Saudita, venceu por 52 a 22. Na Síria, o resultado foi de 97 votos para o petista e sete para o candidato do PL.

Em Israel, ocorreu o inverso. Flávio recebeu 523 votos, aproximadamente 74% dos válidos, enquanto Lula teve 92.

O candidato do PL também venceu nos Emirados Árabes Unidos, com 659 votos, contra 469 de Lula na parcial considerada, e no Catar, por 173 a 147.

 Europa ampliou vantagem de Lula ao longo do dia

À medida que as urnas europeias começaram a ser contabilizadas, o cenário da votação no exterior mudou.

Lula registrou resultados expressivos em cidades como Paris, Berlim, Roma e Madri. Também venceu em países como Dinamarca, Finlândia, Estônia, Países Baixos e Hungria.

Em Berlim, a vantagem foi particularmente ampla. Em Paris, Lula também ficou muito à frente de Flávio. Já em Genebra, na Suíça, a disputa foi bem mais apertada, com apenas 72 votos separando os dois candidatos na apuração divulgada durante a tarde.

Portugal, um dos maiores colégios eleitorais brasileiros fora do país, também terminaria dando vantagem ao presidente. Lula venceu em Lisboa e no Porto, enquanto Flávio ficou à frente em Faro.

Mais de 918 mil brasileiros estavam aptos a votar fora do país

O tamanho do eleitorado brasileiro no exterior cresceu de maneira expressiva nos últimos anos.

Em 2026, 918.876 eleitores estavam registrados para votar fora do Brasil. A Justiça Eleitoral instalou seções em 186 cidades ao redor do mundo, e Estados Unidos, Portugal e Japão concentravam alguns dos maiores contingentes de brasileiros aptos a participar da eleição.

No exterior, o eleitor brasileiro vota apenas para presidente e vice-presidente. Deputados, senadores e governadores são escolhidos por eleitores vinculados às respectivas unidades da Federação no Brasil.

O processo também começa em horários diferentes por causa dos fusos. Quando as urnas ainda nem haviam aberto no Brasil, eleitores da Nova Zelândia, Austrália e diferentes países asiáticos já haviam concluído a votação.

Resultado final do exterior virou a favor de Lula

A parcial dos 25 países contra oito registrou um momento específico da apuração. Com a chegada dos resultados de grandes colégios eleitorais da Europa, das Américas e de outras regiões, Lula também passou à frente no número absoluto de votos no exterior.

Por volta das 21h30 de domingo, com 95,71% das urnas internacionais contabilizadas pelo TSE, Lula aparecia com **150.608 votos, ou 47,28% dos válidos**. Flávio Bolsonaro tinha **139.882 votos, equivalentes a 43,84%**.

O resultado mostrou uma geografia eleitoral bastante desigual.

Lula obteve vantagem em importantes comunidades brasileiras na Europa e na América do Sul, além de vencer em países como China e Austrália. Flávio, por outro lado, conquistou vitórias expressivas nos Estados Unidos, Japão e Israel.

Assim, a fotografia inicial da eleição no exterior mostrou Lula vencendo em uma quantidade muito maior de países, Flávio acumulando inicialmente mais votos graças sobretudo ao Japão e, posteriormente, o petista assumindo também a liderança na soma geral à medida que a apuração avançava.

A votação fora do país, apesar de representar uma parcela pequena do eleitorado brasileiro, antecipou ainda durante a manhã e a tarde de domingo algumas das divisões políticas que seriam observadas ao longo da apuração do primeiro turno no Brasil.

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