Redação Pragmatismo
Notícias 06/Jan/2026 às 12:14 COMENTÁRIOS
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Passaporte de Eliza Samúdio é encontrado em Portugal; irmão diz acreditar que documento é real

Publicado em 06 Jan, 2026 às 12h14

Quinze anos após a morte de Eliza Samudio, seu passaporte é encontrado em Portugal e passa a alimentar novas teorias da conspiração nas redes sociais sobre um dos casos criminais mais emblemáticos do país. O irmão de Eliza afirma que tudo indica que o documento é autêntico

passaporte Eliza Samúdio

Um passaporte atribuído a Eliza Samudio foi encontrado em Portugal no final de 2025 e passou a circular nas redes sociais nos últimos dias, levantando questionamentos e especulações sobre um dos casos criminais mais emblemáticos do país. O documento teria sido localizado em um apartamento alugado, deixado para trás pelo antigo ocupante, e estava guardado entre livros em uma estante do imóvel.

O irmão de Eliza, Arlie Moura, afirma que os dados presentes no passaporte são compatíveis com os da irmã, como nome completo, filiação e data de nascimento. Segundo ele, apesar de ainda não haver confirmação oficial das autoridades, os elementos conhecidos até agora indicam que o documento pode ser autêntico. Arlie ressalta, no entanto, que não é possível afirmar isso de forma definitiva sem a validação formal dos órgãos responsáveis.

Em relato, Arlie afirmou que soube da existência do passaporte por meio da imprensa e que segue aguardando novos desdobramentos. Segundo ele, até o momento, não houve comunicação direta das autoridades sobre a apuração do caso.

O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou que recebeu o passaporte na última sexta-feira (2). Ainda no mesmo dia, o órgão informou ter encaminhado consulta oficial ao Itamaraty, em Brasília, para definir quais procedimentos devem ser adotados em relação ao documento. Até agora, não há posicionamento conclusivo sobre sua origem ou validade.

A descoberta do passaporte foi suficiente para alimentar teorias nas redes sociais, apesar de não haver qualquer indício oficial que altere o entendimento judicial já estabelecido sobre o caso. Autoridades brasileiras e portuguesas ainda não se manifestaram sobre possíveis investigações adicionais.

Relembre o caso

Eliza Samudio, atriz e modelo paranaense, desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após informar amigos que faria uma viagem. Desde então, nunca mais foi vista. No curso das investigações, ela passou a ser considerada morta, embora seus restos mortais jamais tenham sido localizados.

Entre o final de 2008 e o início de 2009, Eliza se relacionou com o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes de Souza. O relacionamento era extraconjugal e, após engravidar, Eliza tornou pública a paternidade, o que gerou conflitos. Durante a gestação, ela registrou ocorrências policiais relatando ameaças e disputas.

O filho do casal nasceu em fevereiro de 2010. Meses depois, Eliza desapareceu. As investigações apontaram que ela teria sido levada ao sítio do jogador, em Minas Gerais, onde foram encontrados objetos pessoais e indícios considerados relevantes pela polícia. A criança foi localizada posteriormente em Belo Horizonte.

Diversos envolvidos foram condenados pelo crime. As versões apresentadas ao longo do processo indicaram que Eliza foi morta após ser mantida em cárcere, mas nenhuma delas pôde ser comprovada materialmente, já que o corpo nunca foi encontrado. Ainda assim, a Justiça considerou haver provas suficientes para condenar Bruno Fernandes a 20 anos de prisão, por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

A reaparição de um documento atribuído a Eliza, mais de 15 anos depois, não altera as decisões judiciais já tomadas, mas reacende debates públicos em torno de um caso que permanece marcado por lacunas, ausência de provas materiais conclusivas e pela exploração recorrente nas redes sociais.

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