Redação Pragmatismo
Esquerda 18/Jul/2018 às 14:26 COMENTÁRIOS

Por que Manuela D’Ávila foi ao beija mão do general Villas Bôas?

A exemplo de outros pré-candidatos a Presidência da República, Manuela D’Ávila foi ao beija mão do general Villas Bôas. Mas ela precisava mesmo ter ido?

Manuela D’Ávila foi ao beija mão do general Villas Bôas

Kiko Nogueira, DCM

Manuela D’Ávila fica devendo a seu eleitorado — não só, mas principalmente a seu eleitorado — uma explicação razoável para sua “ótima conversa” com o general Villas Bôas.

Manuela — um bem vindo sopro de renovação na esquerda brasileira — contou que atendeu ao convite e que aproveitou para reafirmar “a convicção do PCdoB” num novo projeto que envolve a “soberania nacional” (é confuso, mesmo).

Precisava, Manuela?

O que ela possivelmente ganha com o papo de Villas Boas e o retrato? Nada.

É bom para ele, que posa de democrata (está recebendo todos os candidatos para mostrar, ao fim e ao cabo, seu poder).

Ela perde a oportunidade de marcar diferença e posição, já que seus concorrentes todos toparam a parada.

Bastaria declinar educadamente do beija mão.

Villas Bôas é aquele que, em abril, chantageou o STF na véspera do julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa de Lula.

Nas redes sociais, escreveu o seguinte: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.

Em seguida: “Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.

Em julho, declarou que, se as Forças Armadas “tiverem de intervir, será para fazer cumprir a Constituição, manter a democracia e proteger as instituições”.

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E por aí vai.

Precisava, Manuela?

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