Redação Pragmatismo
Armas de Fogo 11/Fev/2026 às 11:07 COMENTÁRIOS
Armas de Fogo

Pai mata a própria filha a tiros porque a jovem falou mal de Donald Trump

Publicado em 11 Fev, 2026 às 11h07

Jovem de 23 anos foi morta a tiros pelo próprio pai após uma discussão por causa de Donald Trump e de políticas sobre o porte de armas de fogo. Lucy morava na Inglaterra e estava visitando o pai, no Texas (EUA)

Lucy Harrison
Lucy Harrison

Uma jovem britânica de 23 anos foi morta a tiros pelo próprio pai durante uma visita à casa dele, na cidade de Prosper, no Texas, em 10 de janeiro de 2025. Lucy Harrison havia viajado aos Estados Unidos para passar férias e, poucas horas antes do disparo fatal, discutiu com o pai, Kris Harrison, sobre o presidente norte-americano Donald Trump e sobre a posse de armas. A informação foi apresentada na abertura do inquérito que apura as circunstâncias da morte.

De acordo com o depoimento do namorado de Lucy, Sam Littler, o casal estava na residência da família quando a jovem teve uma “grande discussão” com o pai. Segundo ele, Lucy se incomodava com frequência quando o pai falava sobre armas de fogo. Em meio ao debate, ela teria questionado como ele se sentiria caso ela própria fosse vítima de violência sexual. Kris Harrison teria respondido que não se sentiria tão afetado, pois tinha outras duas filhas morando com ele. Abalada com a resposta, Lucy teria subido para o andar superior da casa.

Ainda conforme o relato de Littler ao tribunal, cerca de meia hora antes de o casal sair para o aeroporto, Lucy estava na cozinha quando o pai a segurou pela mão e a conduziu até um quarto no térreo. Aproximadamente 15 segundos depois, ele ouviu um barulho alto. Em seguida, Kris Harrison passou a gritar chamando a esposa, Heather. “Entrei correndo no quarto e Lucy estava caída no chão, perto da entrada do banheiro. Kris gritava coisas desconexas”, afirmou Littler. Ele disse ter ouvido os disparos, mas não presenciou o momento exato do tiro.

O inquérito também revelou que Kris Harrison, que se mudou para os Estados Unidos quando Lucy ainda era criança, já havia passado por tratamento de reabilitação por dependência de álcool. Em declaração enviada ao tribunal, ele admitiu ter sofrido uma recaída no dia do ocorrido, consumindo cerca de 500 mililitros de vinho branco.

A polícia local investigou o caso como possível homicídio culposo. No entanto, nenhum processo criminal foi aberto após o grande júri do condado de Collin decidir não indiciar Kris Harrison. Ele não compareceu à audiência recente e foi representado por uma advogada.

Segundo a emissora britânica Sky News, o pai divulgou uma nota pública na qual afirmou aceitar as consequências de seus atos. “Não há um dia sequer em que eu não sinta o peso dessa perda – um peso que carregarei pelo resto da minha vida, e sei que nada que eu diga poderá aliviar a dor que essa tragédia causou”, declarou.

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