Redação Pragmatismo
Notícias 30/Jan/2026 às 15:39 COMENTÁRIOS
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Flagrante mostra momento em que adolescentes de famílias ricas que mataram Orelha rentornam dos EUA

Publicado em 30 Jan, 2026 às 15h39

Imagens mostram chegada de adolescentes no Brasil após viagem à Disney. Polícia preparou um esquema especial de segurança para receber os responsáveis pela morte do cão Orelha, que tiveram celulares e roupas apreendidos

adolescentes cão orelha

por Felipe Borges

Dois adolescentes investigados pela agressão que resultou na morte do cão comunitário Orelha, no início de janeiro, em Florianópolis, retornaram ao Brasil nesta quinta-feira (29) após uma viagem aos Estados Unidos. Os jovens haviam participado de uma excursão para a Disney, em Orlando, logo após o episódio que gerou forte comoção pública em Santa Catarina e repercussão nacional.

Imagens obtidas com exclusividade pelo Cidade Alerta, da TV Record, registraram o momento em que os adolescentes desembarcam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e são conduzidos por policiais até viaturas ainda dentro do terminal. A Polícia Civil montou um esquema especial de segurança para o retorno dos investigados, com o objetivo declarado de preservar a integridade física dos adolescentes e de terceiros que circulavam pelo local.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o monitoramento do retorno foi realizado em conjunto com a Polícia Federal. As autoridades identificaram que o voo de volta ao Brasil foi antecipado e que as passagens foram adquiridas na quarta-feira (28), um dia antes do desembarque. De Guarulhos, os adolescentes seguiram para Florianópolis, escoltados pelas forças de segurança.

Ao chegarem à capital catarinense, os jovens foram novamente acompanhados pela Polícia Civil em uma operação planejada para evitar tumultos. No aeroporto, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Os adolescentes foram levados a uma sala restrita, onde tiveram celulares e peças de roupa apreendidos, materiais que agora passam a integrar o inquérito.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), que apuram as circunstâncias da agressão contra o cão Orelha, considerado comunitário e conhecido na região onde vivia. A morte do animal provocou protestos, manifestações de indignação nas redes sociais e cobranças por responsabilização dos envolvidos.

Em nota enviada à imprensa, a família dos adolescentes afirmou que a viagem aos Estados Unidos já estava programada anteriormente e não teve relação com o episódio. A defesa também declarou que o retorno ao Brasil “foi integralmente acompanhado, alinhado e organizado em conjunto com as autoridades competentes”.

Ainda segundo o comunicado, os jovens estariam prestando “apoio irrestrito às investigações conduzidas pela Polícia Civil” e demonstrariam confiança de que “o trabalho técnico e responsável das autoridades permitirá que o caso seja rapidamente esclarecido e que a inocência dos dois jovens seja comprovada”.

O inquérito segue em andamento. Por se tratar de adolescentes, os detalhes do procedimento correm sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Enquanto isso, o caso de Orelha continua a expor tensões recorrentes entre comoção social, proteção legal de menores e a cobrança por respostas efetivas do sistema de Justiça em episódios de violência contra animais.

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