Redação Pragmatismo
Eleições 2018 11/Oct/2018 às 14:39 COMENTÁRIOS

Marine Le Pen surpreende e critica Jair Bolsonaro

Líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen surpreende e critica Jair Bolsonaro: "Não o vejo como um candidato de direita, ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis na França"

Marine Le Pen critica Jair Bolsonaro eleições 2018 direita

A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, foi convidada a opinar nesta quinta-feira (11) sobre o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Ela foi entrevistada no programa “4 Verdades”, do canal France 2.

Com habilidade, Marine tomou distância do discurso tosco e discriminatório do militar.

Questionada pela apresentadora Caroline Roux se desejava a vitória de Bolsonaro, Marine Le Pen disse que essa decisão cabia ao povo brasileiro e que ela respeitava a soberania dos povos.

O tom evasivo da primeira resposta dominou os minutos seguintes da entrevista.

Sobre o sucesso de Bolsonaro no primeiro turno, Marine atribuiu ao fato dele ter baseado sua campanha no tema da segurança e contra a corrupção.

Ela citou dados da criminalidade no Brasil, evocando os 60 mil homicídios por ano no país, contra 700 casos na França, e atribuiu a votação expressiva em Bolsonaro a uma “reação” da população brasileira a esse ambiente de insegurança.

“É uma criminalidade endêmica que atinge a liberdade dos brasileiros e, diante da tolerância do governo anterior, os brasileiros lançaram o alerta de que a segurança é uma prioridade para eles”, disse Marine.

Questionada sobre os excessos de Bolsonaro quando o candidato diz que preferia ver seus filhos mortos em vez de homossexuais e que mulheres grávidas são um fardo para empresas, Marine afirmou:

“Não vejo o senhor Bolsonaro como um candidato de extrema direita, ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis na França, são culturas diferentes”, ressaltou.

Marine Le Pen está em campanha para as eleições do Parlamento Europeu marcadas para maio de 2019. Ela lançou no dia 8 de outubro uma agenda de ações de seu partido, Agrupamento Nacional (RN), ao lado do ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, número dois do atual governo populista italiano.

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RFI

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