Redação Pragmatismo
Rio de Janeiro 10/Mar/2018 às 14:32 COMENTÁRIOS

Capitão do Exército invade Correios e faz funcionários reféns no Rio

Intervenção: por motivo fútil, capitão do exército invade agência dos Correios no Rio de Janeiro, faz funcionários e clientes reféns e ameaça se matar

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Por ordem de Temer, militares estão no comando da segurança pública do Rio de Janeiro dede fevereiro

Um capitão do exército invadiu uma agência dos Correios em Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (8). As informações são dos jornais O Dia e O Fluminense.

O homem, que estaria revoltado porque esperava uma encomenda que ainda não havia chegado, apavorou clientes e funcionários do local.

Armado com uma pistola, o militar de 32 anos fez alguns reféns e só se entregou mais de duas horas depois após a promessa de que a encomenda seria entregue.

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram chamados para negociar a libertação dos reféns.

“Todos começaram a correr para os fundos da unidade com medo de que ele atirasse. Uma pessoa ligou para a Polícia avisando sobre o ocorrido e então ele disse que só sairia da unidade com a encomenda e que não queria ser preso”, disse uma professora que estava na agência para pegar uma entrega.

Os detalhes

O incidente começou por volta das 10h na agência dos Correios localizada na altura do km 28 da RJ-106, no bairro Itapeba, e terminou às 14h10.

Segundo a Polícia Militar, o homem sacou a arma, ameaçou civis e se acorrentou na unidade alegando que iria se matar após receber a informação sobre o atraso da encomenda.

O Bope tentou negociar com o militar, mas ele disse que só deixaria a agência com a presença da Polícia do Exército. Os militares chegaram por volta de 13h30.

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Em nota, os Correios disseram que o objeto do militar foi encaminhado para devolução ao remetente, porque o endereço indicado para a entrega estava incorreto (indicava uma quadra inexistente), o que impossibilitou a localização do destinatário pelo carteiro.

O Comando Militar do Leste (CME) não se pronunciou sobre o caso.

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