Redação Pragmatismo
Justiça 31/Out/2019 às 14:37 COMENTÁRIOS
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Promotora que disse que porteiro mentiu chama Bolsonaro de "mito" nas redes

Publicado em 31 Out, 2019 às 14h37

Promotora que investiga assassinato de Marielle Franco no RJ chama Bolsonaro de "mito" nas redes sociais, veste camiseta com o rosto do presidente e posa ao lado de deputado que quebrou placa da ex-vereadora executada

promotora carmen eliza marielle franco
A promotora Carmen Eliza (dir) de roupa branca, durante entrevista convocada para afirmar que o porteiro mentiu ao envolver nome de Bolsonaro no caso Marielle Franco (reprodução)

Carmen Eliza Bastos é uma das três promotoras (imagem acima) que convocaram nesta quarta-feira (30) uma coletiva de imprensa para afirmar que o depoimento do porteiro envolvendo o nome de Jair Bolsonaro (PSL) no caso Marielle Franco é mentiroso.

A promotora integra a força-tarefa do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) que investiga a execução da vereadora Marielle Franco. O problema é que, por falta de isenção, Carmen Eliza não deveria atuar neste caso em específico.

Nas redes sociais, a promotora aparece vestindo camisetas de Jair Bolsonaro e chama o presidente de “mito”. Ela chegou a posar ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), responsável por destruir uma placa feita em homenagem a Marielle, durante a campanha eleitoral.

Carmen envolveu-se na campanha presidencial de Bolsonaro. No dia da posse do atual mandatário, ela escreveu nas redes sociais a seguinte frase: “Há anos que não me sinto tão emocionada”.

Carmen também integra um grupo de “promotoras anti-feministas” que divulgou recentemente um manifesto para impedir que o Conselho Nacional do Ministério Público defendesse cotas para mulheres no setor.

A falta de imparcialidade de Carmen para investigar um caso tão grave está repercutindo na internet. “É estarrecedor que o Ministério Público mantenha à frente de um caso tão importante como o de Marielle uma promotora que seja fã de Jair Bolsonaro”, escreveu um usuário.

“Bolsonaro é vizinho de Ronnie Lessa, assassino de Marielle; o filho do presidente namorou com a filha de Lessa; os chefões do ‘Escritório do Crime’, maior milícia do RJ, foram todos condecorados por Flávio Bolsonaro; mas, se depender dessas promotoras, o culpado é o porteiro”, disse outro.

(continua depois das imagens)

Na entrevista de ontem, as promotoras apressaram-se para rebater o depoimento do porteiro e acusá-lo de mentiroso. De acordo com elas, a prova de que não foi Bolsonaro o responsável por autorizar a entrada de um dos assassinos de Marielle no condomínio é uma gravação do sistema de interfones que foi exibida por Carlos Bolsonaro nas redes sociais.

Na última terça-feira (29), uma reportagem do Jornal Nacional mostrou que, no do dia do assassinato de Marielle, o porteiro registrou no livro de visitantes o nome Élcio, o carro, um Logan, a placa, AGH 8202, e a casa que o visitante iria, a de número 58 (casa de Jair Bolsonaro).

O porteiro disse à polícia que ligou para a casa 58 para confirmar se o visitante tinha autorização para entrar e que identificou a voz de quem atendeu como sendo a do “Seu Jair”.

O porteiro explicou, conforme a reportagem, que acompanhou a movimentação do carro pelas câmeras de segurança e viu que o veículo tinha ido para a casa onde morava Lessa. O porteiro disse, em depoimento, que ligou de novo para a casa 58, e que o homem identificado por ele como “Seu Jair” teria dito que sabia para onde Élcio estava indo.

A promotora Carmen Eliza Bastos é adoradora de Jair Bolsonaro

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