Redação Pragmatismo
América Latina 16/Apr/2019 às 13:00 COMENTÁRIOS

Venezuela recebe ajuda humanitária oficial da Cruz Vermelha

Venezuela recebe carregamento de ajuda humanitária oficial da Cruz Vermelha

Venezuela recebe ajuda humanitária oficial da Cruz Vermelha
Caminhões da Cruz Vermelha com ajuda humanitária (Imagem: Manaure Quintero | Reuters)

Primeiro carregamento de ajuda humanitária chegou nesta terça-feira (16) à Venezuela depois que o governo de Nicolás Maduro aprovou sua entrada – confirmou à AFP uma fonte ligada ao assunto.

Confirmada a chegada da ajuda humanitária“, declarou a fonte sob condição de anonimato.

A remessa inclui medicamentos e suprimentos médicos, em grave escassez no país petroleiro.

Caixas de papelão com os símbolos da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho foram enviados para o aeroporto internacional de Maiquetía , que serve Caracas, segundo imagens divulgadas nas redes sociais.

Da operação participava o pessoal da Cruz Vermelha venezuelana.

A Venezuela sofre com uma grave escassez de remédios e de suprimentos hospitalares, em meio à pior crise econômica em sua história moderna e às alegações de corrupção no setor da saúde.

Maduro anunciou em 10 de abril um acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha para que a Venezuela recebesse ajuda humanitária.

O governo e o Cruz Vermelha concordaram em “trabalhar em conjunto com as agências da ONU para levar à Venezuela toda a ajuda humanitária que puder ser trazida“, disse o presidente na época.

Maduro, que nega que o país sofra uma crise humanitária, disse que a cooperação deve ser administrada “sem politicagem, sem politização fraudulenta e pelas formas de legalidade e respeito“.

Anteriormente, o líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente interino, afirmou que é uma conquista que Maduro finalmente concorde em permitir assistência.

Guaidó tentou no último dia 23 de janeiro entrar com doações de alimentos e medicamentos através das fronteiras com Colômbia, Brasil e Curaçao.

Seus esforços falharam, porque as Forças Armadas aliadas a Maduro impediram a entrada de carregamentos, por ordem do presidente socialista, que denunciou a operação como uma desculpa para a intervenção militar dos Estados Unidos.

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A Federação Internacional da Cruz Vermelha havia anunciado em 29 de março que, em meados de abril, começaria a distribuir, em uma primeira fase, ajuda para cerca de 650 mil pessoas no país.

A operação seria similar à realizada na Síria, disse Francesco Rocca, presidente da organização, sobre a abrangência da assistência.

AFP

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