Redação Pragmatismo
Eleições 2018 06/Oct/2018 às 18:46 COMENTÁRIOS

E se o WhatsApp deixasse de funcionar no domingo de eleição?

Um domingo perfeito: no dia da eleição a Rede Social deixa de funcionar e muitos eleitores esquecem do ódio na hora de escolher o próximo presidente

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Victor Saavedra, Jornal GGN

Na manhã do dia 7 de outubro um exército de brasileiros acordou preocupado, o WhatsApp, sua principal ferramenta de coordenação para a divulgação de Fake News anti-tudo, está fora do ar. Não há como prever o comportamento daqueles que devem ser lembrados constantemente do apocalipse comunista que se aproxima estão sozinhos frente à urna sem saber como agir.

O golpe afeta diretamente a campanha do líder das pesquisas, justo aquele que preferia ser eleito no primeiro turno para não se expor a um debate de ideias. Sua saúde, fragilizada pela lâmina do ódio propagada através de mensagens instantâneas, se deteriora rapidamente e ele se vê obrigado a ingressar novamente no hospital.

Os esquerdopatas não sabem como reagir, será que os eleitores militaristas vão conseguir pensar por si mesmos na hora de escolher a dezena que definirá o destino da nação? A velha guarda tucana se inflama de esperança, sua campanha estéril recebe um sopro de vitalidade ao perceber que algumas pessoas pararam para refletir sobre o próprio voto e isso talvez possa significar que o fim do partido tenha sido postergado alguns anos.

Em Curitiba a Polícia Federal é obrigada a reforçar sua segurança, muitos zumbis estão rodeando sua sede em busca de vingança contra o eterno culpado pelos males do país. Um certo barbudão que seguramente terá utilizado os trilhões de dólares escondidos no tríplex litorâneo para contratar os responsáveis pelo pior golpe que sofreram as eleições.

Duas da tarde o serviço começa a ser restaurado, milhões de brasileiros recebem ao mesmo tempo milhares de mensagens sobre o que fazer na hora do sufrágio. Infelizmente muitos deles choram, pois foram cedo demais e as instruções vieram muito tarde, outros sequer conseguem ler, já que os aparelhos deixam de funcionar frente a tantas imagens e acusações infundadas. Uma hora mais tarde um certo Gilmar concede um habeas corpus para que o Facebook, dono da rede, liberando o serviço em todo território nacional.

O Conselho de Segurança da ONU emite um mandato de segurança, apoiado por Israel, Argentina e Chile, contra os terroristas venezuelanos culpados pela interferência eleitoral no Brasil. Pouco depois descobrem que o serviço foi contratado por Nicolás Maduro, e o regime bolivariano já se prepara para as sanções que deverá enfrentar.

Às 20:00 horas o apresentador de televisão anuncia que todas as pesquisas estavam erradas, o candidato mais votado foi o professor de direito que está em Fortaleza. Imagens ao vivo mostram o clã comemorando entre gritos e garrafas de cachaça. Ele enfrentará no segundo turno outro professor de direito, esse de São Paulo, e as informações iniciais é que as duas candidaturas devem formar uma coalizão inédita.

Na segunda feira muitos empresários estão cabisbaixos, mas só até percebem que seus funcionários, felizes com o resultado, fizeram a produção disparar, afinal serão representados por aqueles que querem o melhor para a nação e que de verdade apresentam políticas públicas que podem mudar o rumo que o país assumiu depois do golpe.

Os militares, constrangidos pela derrota avassaladora, voltam a seus quarteis e começam a confabular sobre o destino daquele que os encheu de ilusões e os expôs a uma infâmia nunca antes vista. Entre os primeiros a renunciar está um ex-general que assessorava o presidente do Supremo Tribunal Federal, o que o tinha convencido que 1964 foi um movimento e que era melhor estar preparado para outro.

Nos Estados e no Congresso as forças seguem equiparadas, já não há certeza do futuro, mas isso se resolverá com o tempo… em um horizonte estrelado iluminado por um canto de liberdade.

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