Redação Pragmatismo
Eleições 2018 16/Oct/2018 às 12:11 COMENTÁRIOS

Filho de Beatriz Segall fica indignado com fake news sobre a mãe

Fake news espalhada por apoiadores de Jair Bolsonaro com foto de Beatriz Segall machucada foi ‘covardia’, diz filho da atriz. Imagem viralizou

beatriz segall fake news

Apoiadores de Jair Bolsonaro espalharam em grupos de WhatsApp e nas redes sociais uma imagem de Beatriz Segall com o rosto machucado.

A foto da atriz, que morreu em setembro deste ano, estava acompanhada da seguinte legenda: “esta senhora foi agredida por petistas na rua quando gritou Bolsonaro”.

Milhares de pessoas foram alcançadas pela notícia falsa e a foto passou a ser compartilhada de maneira descontrolada, até que chegou aos olhos do próprio filho da falecida Beatriz.

Sergio Segall classificou o uso da imagem de sua mãe como “um ato de covardia”. A família da atriz emitiu uma nota repudiando o ato.

O comunicado afirma que “a imagem se refere a um acidente de que Beatriz foi vítima há alguns anos quando tropeçou em uma calçada no Rio, nada tendo a ver com qualquer ato de agressão”.

Em 2013, o jornal O Globo divulgou uma entrevista com a atriz após a queda que ela sofreu (ver recorte acima).

Fake news

Ainda na esteira das notícias falsas, O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de seis postagens no Facebook e no YouTube em que o candidato Jair Bolsonaro faz críticas ao livro “Aparelho Sexual e Cia.” e afirma que a obra integraria material a ser distribuído a escolas públicas na época em que Fernando Haddad (PT) comandava o Ministério da Educação.

No vídeo, Bolsonaro afirma que o livro é “uma coletânea de absurdos que estimula precocemente as crianças a se interessarem pelo sexo”. “No meu entender, isso é uma porta aberta para a pedofilia”, diz o candidato do PSL, que ainda afirma que “esse é o livro do PT”.

‘Falhou’

Nesta terça-feira (16), ministros do TSE avaliam que a comissão criada pelo ex-presidente da Corte, Luiz Fux, para combater as fake news, falhou na missão de coibir as notícias falsas divulgadas na eleição. Outras medidas até agora também têm se mostrado inócuas.

Os magistrados acreditam que é tarde para uma providência efetiva contra as mentiras, já que o tribunal está “no meio do vendaval”, segundo um dos ministros.

Fernando Haddad, candidato do PT, já foi acusado até de distribuir mamadeiras eróticas e de apoiar o incesto e a pedofilia. O petista chegou a propor um acordo com o adversário para combater as notícias falsas, mas Bolsonaro o chamou de “canalha”.

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Comentários