Redação Pragmatismo
Barbárie 13/Apr/2018 às 17:10 COMENTÁRIOS

30 dias da morte de Marielle e nenhuma resposta

Morte da vereadora completa 1 mês sem nenhuma resposta. Anistia Internacional cobra: 'sociedade precisa saber quem matou Marielle e por quê'

30 dias da morte de Marielle resposta

RBA

A Anistia Internacional cobra as autoridades brasileiras pela resolução dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista Anderson Gomes, que neste sábado (14) completam um mês, sem qualquer avanço significativo no esclarecimento do crime. “A sociedade precisa saber quem matou Marielle e por quê“, diz a diretora-executiva da organização no Brasil, Jurema Werneck, que acrescenta que a falta de resposta das autoridades aumenta o risco e as ameaças aos defensores de direitos humanos.

Em nota, a Anistia internacional exige “investigação imediata, completa, imparcial e independente que não apenas identifique os atiradores, mas também os autores intelectuais do crime“.

Saiba mais:
Balas que mataram Marielle são do mesmo lote da maior chacina de São Paulo
Calibre usado para matar Marielle foi autorizado em agosto pelo Exército

Neste sábado, ativistas, militantes e apoiadores realizam, em pelo menos 80 cidades de oito países, o Amanhecer por Marielle e Anderson, que além de homenagear as vítimas, também cobra punição aos envolvidos no crime.

O Estado deve garantir que o caso seja devidamente investigado e que tanto aqueles que efetuaram os disparos quanto aqueles que foram os autores intelectuais deste homicídio sejam identificados. Caso contrário envia uma mensagem de que defensores de direitos humanos podem ser mortos e que esses crimes ficam impunes“, afirma Jurema Werneck.

Para a organização, as características do crime indicam se tratar de um assassinato que foi cuidadosamente planejado, realizado por pessoas com treinamento. A Anistia assinala também que o Brasil é um dos países que mais mata defensores de direitos humanos. Segundo eles, só no ano passado, 58 defensores foram assassinados.

O assassinato de uma vereadora, defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e lésbica tem, claramente, a intenção de silenciar sua voz e de gerar medo e insegurança. Mas vamos continuar levantando nossas vozes. Desde que Marielle foi morta, as pessoas no Brasil e em todo o mundo, se mobilizaram e não descansarão até que a verdade seja conhecida e a justiça seja feita. Eles tentaram nos calar, mas nós mostramos que não estamos com medo“, conclui Jurema.

Leia também:
O assassinato de Marielle Franco vai ser empurrado para debaixo do tapete?
Post mais compartilhado sobre Marielle Franco é um ‘fake news’ comprovado
Marielle Franco viveu e morreu como voz inconformada
Moradores que denunciam violência da PM em Acari são ameaçados
Morte de Marielle: Polícia do Rio rejeita ‘ajuda’ da PF na investigação
Assassinos seguiram carro de Marielle por 4 km e atirador era experiente
“Só sinto ódio, raiva e muito medo”, desabafa MC Carol sobre morte de Marielle
Desaparecimento de Amarildo: 10 policiais são indiciados

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Comentários