Redação Pragmatismo
Barbárie 19/Mar/2021 às 16:00 COMENTÁRIOS
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Dr. Jairinho, que é médico, diz não ter feito massagem cardíaca no enteado

Publicado em 19 Mar, 2021 às 16h00

Em depoimento à polícia, vereador Dr. Jairinho contou que, apesar de ser médico, a última vez que fez massagem cardíaca tinha sido em um boneco, ainda na faculdade. Empregada do casal limpou o apartamento antes da chegada da perícia

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Dr. Jairinho e o enteado, Henry Borel

A Polícia Civil divulgou trechos do depoimento do vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), padrasto de Henry Borel. O menino de 4 anos morreu no apartamento do parlamentar no dia 8 de março, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Jairinho disse que não sabia o que poderia explicar as lesões no corpo de Henry. Como médico, ele admitiu que eram “lesões significativas”.

Durante o trajeto até o Hospital Barra D’Or, Jairinho disse que o socorro a Henry foi feito pela mãe, Monique Almeida. O vereador contou que, apesar de ser médico, a última vez que fez massagem cardíaca tinha sido em um boneco, “ainda na faculdade”.

Monique Almeida, por sua vez, afirmou que tentou fazer uma manobra de respiração boca a boca no filho, apesar de não saber realizar o procedimento.

A Polícia Civil pretende ouvir mais testemunhas e fazer novas diligências para tentar esclarecer o que houve com o menino. Está previsto, inclusive, o depoimento do perito do Instituto Médico-Legal (IML) que produziu o laudo de necropsia da criança.

Limpeza no apartamento

No dia da morte de Henry Borel, a polícia chegou a fazer uma perícia no apartamento de Monique e Dr. Jairinho. Mas, quando os peritos chegaram, uma funcionária do casal já tinha feito a limpeza no imóvel de luxo.

Sobre a empregada, Monique e Jairinho disseram que não contaram a ela sobre o que tinha acontecido e que não pediram para ela limpar o apartamento com o objetivo de eliminar possíveis provas.

Em seu depoimento, Monique relatou que o filho pode ter acordado, ficado em pé em cima da cama e se desequilibrado ou tropeçado no encosto da poltrona, fazendo com que ele caísse no chão. No entanto, peritos descartam a hipótese de que uma queda de cama possa ter causado estragos tão profundos por todo o corpo.

O laudo pericial constatou múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores do menino; infiltração hemorrágica na região frontal do crânio, na região parietal direita e occipital, ou seja, na parte da frente, lateral e posterior da cabeça; edemas no encéfalo; grande quantidade de sangue no abdômen; contusão no rim à direita; trauma com contusão pulmonar; laceração hepática (no fígado); e hemorragia retroperitoneal.

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