Redação Pragmatismo
Jair Bolsonaro 05/Jun/2019 às 12:10 COMENTÁRIOS

Amigo de Bolsonaro é nomeado na Petrobras com salário de R$ 55 mil

Reprovado em fevereiro na avaliação para assumir uma gerência executiva da Petrobras, amigo do presidente Jair Bolsonaro é nomeado como assessor da presidência da estatal. Salário do cargo gira em torno de R$ 55 mil

Bolsonaro e Carlos Nagem Petrobras
Bolsonaro e Carlos Nagem

Carlos Victor Guerra Nagem é amigo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) há quase 30 anos. Nesta semana, a amizade de longa data foi coroada com a nomeação no cargo de assessor especial da presidência da Petrobras. O salário gira em torno de R$ 55 mil.

Em fevereiro deste ano, Carlos Nagem foi reprovado na avaliação para assumir uma gerência executiva da Petrobras. Ao contrário da gerência executiva, a assessoria da presidência não tem como pré-requisito a experiência em cargos de chefia.

Como noticiou Pragmatismo Político em janeiro, a indicação de Carlos Nagem para a gerência executiva foi defendida por Bolsonaro, mas barrada pelo comitê interno que analisa as nomeações, já que o amigo do presidente não cumpria os pré-requisitos mínimos para a função.

A nomeação causou polêmica e chegou a ser questionada por sindicatos, que alertaram sobre descumprimento do plano de cargos da companhia. Na época, o presidente da Petrobras negou motivação política na indicação.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro repetiu dezenas de vezes o chavão “a farra vai acabar” — a expressão referia-se, entre outras coisas, ao fim de nomeações políticas para cargos públicos. No entanto, ao assumir o poder, o presidente manteve as fórmulas que criticava em seus antecessores.

Petrobras

Em nota, a Petrobras afirma que Carlos Nagem atuará em projetos especiais da área de Inteligência e Segurança Corporativa, entre os quais o programa de proteção de dutos.

A estatal afirma ainda que Nagem é mestre em administração pela Coppead/UFRJ e leciona há dez anos no ensino superior. Ele é capitão tenente reserva da Marinha.

Nagem já se candidatou pelo PSC duas vezes sob a alcunha Capitão Victor, mas não conseguiu votos suficientes para se eleger. Em 2002, disputou vaga de deputado federal pelo Paraná e, em 2016, se candidatou a vereador em Curitiba.

“É um homem, um cidadão que conheço há quase 30 anos. Um homem de respeito, que vai estar à disposição de vocês na Câmara lutando pelos valores familiares. E quem sabe no futuro tendo mais uma opção para nos acompanhar até Brasília”, disse Bolsonaro em 2016 ao pedir votos para o amigo.

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Comentários

  1. C.Poivre Postado em 05/Jul/2019 às 16:21

    Enquanto Lula acha que não houve nada demais nas eleições de2018 que justifiquem o FORA BOL$ONARO, está sendo protocolado no Congresso um requerimento de CPI das "fake news" que fraudaram as eleições presidenciais de 2018. Se esta CPI for implementada, será demonstrado o tamanho da fraude numa eleição que, além das "fake news", afastou ilegalmente da disputa o candidato favorito, fato inédito no Brasil republicano: https://www.conversaafiada.com.br/politica/barrocal-camara-protocola-cpi-das-fake-news #LulaLivre