Redação Pragmatismo
Governo 11/Jan/2019 às 09:41 COMENTÁRIOS

Bolsonaro apaga texto em que dizia que "a era dos indicados acabou"

Internautas descobrem que Bolsonaro nomeou amigo particular para cargo na Petrobras e presidente apaga texto em que dizia que a "era dos indicados sem capacitação técnica para cargos públicos acabou"

bolsonaro Carlos Victor Guerra Nagem
Bolsonaro e Carlos Victor Guerra Nagem

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) apagou um tuíte em que dizia que a “era dos indicados sem capacitação técnica para cargos públicos acabou”.

“A era do indicado sem capacitação técnica acabou, mesmo que muitos não gostem. Estamos no caminho certo!”, escreveu Bolsonaro em post publicado às 23h16.

O texto foi publicado por Bolsonaro em seu Twitter na noite desta quinta-feira (10), quando ele divulgou o nome do nomeado para a Gerência Executiva de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras.

No entanto, internautas descobriram um tuíte de Bolsonaro publicado em 2016 em que ele se referia ao escolhido, Carlos Victor Guerra Nagem, como seu “amigo particular”. Por esta razão, minutos depois o presidente apagou a postagem.

Depois de apagar a mensagem, outra foi publicada às 23h59 com um novo texto: “A seguir o currículo do novo Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras, mesmo que muitos não gostem, estamos no caminho certo!”.

O cargo para o qual Nagem foi indicado forma o segundo escalão na hierarquia da Petrobras, abaixo apenas da diretoria, com salário em torno de R$ 50 mil.

Nagem já se candidatou a cargos públicos pelo PSC duas vezes sob a alcunha Capitão Victor, em referência a seu histórico na Escola Naval, mas não conseguiu votos suficientes para se eleger em nenhuma das duas ocasiões.

Em 2002, disputou vaga de deputado federal pelo Paraná e em 2016, a vereador da capital paranaense.

bolsonaro twitter nagem
Bolsonaro publica novo tuíte após internautas descobrirem que indicado para cargo de R$ 50 mil é seu amigo particular

Apex

O enredo confuso envolvendo a demissão ou a permanência do presidente da Apex também tem provocado dor de cabeça em Bolsonaro e revela que o discurso da ausência de indicados políticos foi meramente eleitoral (saiba mais aqui).

Alecxandro Carreiro foi denunciado por diplomatas e servidores da Apex, que sentiram-se constrangidos com o seu despreparo para assumir o cargo. Ele não é fluente em inglês e não possui experiência em comércio exterior.

Nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo anunciou no Twitter que Carreiro havia se demitido. A informação foi desmentida pelo próprio Carreiro, que foi trabalhar normalmente e garantiu que não renunciaria ao cargo até falar pessoalmente com Jair Bolsonaro.

Alecxandro Carreiro é ex-assessor do PSL, ex-estagiário do Sebrae e indicado pessoal do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) é uma empresa vinculada ao Itamaraty.

A missão da Apex é promover as exportações dos produtos e serviços do Brasil, contribuir para a internacionalização das empresas brasileiras e atrair investimentos estrangeiros para o país.

A Apex trabalha para aumentar o número de empresas exportadoras, agregar valor à pauta de produtos exportados, consolidar a presença do país em mercados tradicionais e abrir novos mercados no exterior para os produtos e serviços nacionais.

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