Redação Pragmatismo
EUA 17/Dez/2018 às 18:07 COMENTÁRIOS
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Bolsonaro envergonha o Brasil ao entregá-lo como colônia dos Estados Unidos

Publicado em 17 Dez, 2018 às 18h07
Bolsonaro envergonha Brasil colônia Estados Unidos

Othoniel Pinheiro Neto*, Pragmatismo Político

A capacidade de recuperação da economia brasileira está praticamente arruinada com as vergonhosas medidas entreguistas e temerárias de Michel Temer e de Jair Bolsonaro, que estão minando o poder de compra do povo brasileiro, desarticulando os órgãos responsáveis pelas medidas de redistribuição de renda, entregando nossas riquezas e nosso patrimônio a preço de banana para a agiotagem internacional, outorgando privilégios ao mercado financeiro e concedendo absurdas isenções (em um só leilão do petróleo, o Brasil abriu mão de um trilhão de reais de receitas).

Adicione-se ao fato da destruição da capacidade de investimento do Estado brasileiro com a vergonhosa “PEC do Teto dos Gastos” ou Emenda Constitucional nº 95, que limita o crescimento dos investimentos públicos ao índice de inflação, impedindo os investimentos mesmo que exista caixa para tanto.

Jessé Souza, com uma maestria e uma precisão poucas vezes antes vistas na história do Brasil, afirma que o povo brasileiro é feito de imbecil para pensar que a corrupção principal do país está na política. Em verdade, afirma Jessé, o sistema político inteiro é montado para ser corrupto e, principalmente, para ser comprado pelo mercado, que é o principal protagonista da verdadeira corrupção do país na relação da compra do Estado pela economia. Adiciona o autor, que essa rede de rapinagem do mercado tem a proteção, inclusive, do Poder Judiciário brasileiro, que fecha os olhos para esse tipo de corrupção, simplesmente, como já afirmou o Senador Roberto Requião, por ser um enfretamento que não dá Ibope, uma vez que não possui eco na conivente grande mídia brasileira.

Entretanto, esse poder do mercado deverá, no governo Jair Bolsonaro, adquirir particularidades e radicalizações ainda mais alarmantes e perigosas.

Não é só pelo fato de Jair Bolsonaro ser o escudeiro medieval assumido da verdadeira e obscura face da corrupção (banqueiros, grandes empresários, mercado etc.). É que as medidas já anunciadas pela equipe de seu governo ultrapassam em muito as ideias liberais para adentrar no simples e ridículo entreguismo, aliadas a estratégias de desmonte completo do Estado de Bem-estar Social.

Trata-se da nova fase do colonialismo mundial, em que a colonização da América Latina é essencial para os Estados Unidos na guerra comercial com a China.

Não é preciso muito esforço para perceber que o alinhamento dos governos Trump e Bolsonaro não vai dar coisa boa para o Brasil por uma simples questão: Trump é protecionista e Bolsonaro é entreguista.

Nesse contexto, a turma do Steve Bannon, americano ligado a Donald Trump e arquiteto das Fakes News das eleições de 2018, está cobrando a fatura pela vitória de Bolsonaro. E isso fica claro em quase todas as medidas já anunciadas pela equipe do novo governo.

São medidas que passam pela inconsequente e irresponsável mudança da embaixada brasileira para Jerusalém, pelo desprezo das relações comerciais com a China e com o MERCOSUL, pela rapinagem travestida de privatização, pela destruição do Ministério do Trabalho e pelo constrangedor papel de capacho a fim de garantir que os Estados Unidos metam a mão na maior reserva de petróleo do mundo, que é a Venezuela.

As Fakes News do Kit Gay, da mamadeira de piroca, da doutrinação comunista nas escolas e outras que atacavam o Partido dos Trabalhadores substituíram o debate público de propostas, que foi tomado com uma cegueira inexplicável aos olhos do mundo.

É vergonhoso para um país que, no começo deste século, cresceu economicamente, soube se relacionar igualmente com todos os países do mundo e adquiriu enorme prestígio internacional, ter agora um governo que faz questão de ser subordinado aos interesses do governo Donald Trump.

Talvez não vem ao caso a continência prestada para a bandeira dos Estados Unidos e o boné de apoio ao Trump em 2020, mas esse claro objetivo de entregar o Brasil como uma simples colônia americana trará prejuízos irreversíveis ao país.

Enfim, os autores desse projeto de colonização sabem que não há como explorar um país sem a construção de uma cultura de pacificidade, de manipulação e de adestramento da população brasileira.

Cabe agora, aos brasileiros que não foram tomados pela cegueira bolsonarista, agir com inteligência e racionalidade, sabendo construir as bases de uma resistência planejada e articulada.

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*Othoniel Pinheiro Neto é Doutor em Direito pela UFBA, Defensor Público do Estado de Alagoas, Professor de Direito Constitucional e colaborou para Pragmatismo Político

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Comentários

  1. C.Poivre Postado em 06/Jul/2019 às 14:03

    A doação da EMBRAER à Boeing: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-voo-sem-volta-da-embraer-por-gilberto-maringoni/

  2. MarceloDellapoor . Postado em 06/Jul/2019 às 00:44

    Ao meu ver, assim á equipe de seu governo ultrapassam em muito as ideias liberais para adentrar no simples e ridículo entreguismo, os Estados Unidos toma a maior reserva de petróleo do mundo, crucificando Petrobras, condenada a pagar 200 milhões tudo numa boa, pela corte suprema de EUA, além da exigência reconstrução da refinaria pago com dinheiro do BNDS dinheiro dos nossos impostos, pagou US$ 467 milhões, menos da metade do US$ 1,18 bilhão pago pela estatal entre 2006 e 2008 por ordem de Dilma Rousseff. Conselho da Petrobras aprovou a venda da refinaria de Pasadena, localizada no estado americano do Texas, para a empresa Chevron, demostra fanatismo pelos americanos são de pessoas sem nenhuma informação, Brasil nas mãos de uma elite da maçonaria em ritmo de festa. Veja o primeiro ato: uma questão total mente objetiva, 1960 população americana e sua industrial somando frotas rodoviárias etc, tinha um consumo da época, hoje assim como sua população, e própria indústria, frotas carros etc, são 100 vezes maior, e assim será pelos próximos 100 anos, atualmente as reservas petróleo são grandes, porem insuficientes para manter a máquina industrial, ferroviária e de toda população ativa, par não gerar preços altíssimos, eles precisão tomar nossas reservas, nossos poços e toda tecnologia da Petrobras. Segundo ato: as privatizações articuladas no Governo Fernando Henrique Cardoso foram demanda baixo sempre do valor real do mercado, e este senado, governo foram sempre omissos a verdade, até mesmo Lula que continuou a fazer privatizações que ele mesmo criticou quando hera oposição. Terceiro ato: 5,1 milhões de barris de petróleo e derivados, estoques associados e um terminal marítimo, considerado o principal atrativo, por conta de sua localização considerada vantajosa que o Brasil tem em relação seus vizinhos, o atual governo nada faz de diferente dos outros, seja qual lado for, ele continuará tratar o assunto da mesma forma, seja qual for os próximos governos, o povo continua sonhando como sempre foi, seremos sacrificados a pagar um preço cada dia pior, pois a tendência será agora mas, para que eles paguem menos tudo sempre numa boa...