Redação Pragmatismo
Eleições 2018 05/Oct/2018 às 12:52 COMENTÁRIOS

Por que Bolsonaro tem medo da eleição no 2º turno?

Jair Bolsonaro já deixou claro que teme o provável segundo turno da eleição presidencial. Para o candidato do PSL, quanto menos exposição fora do conforto de suas redes sociais, melhor

Bolsonaro eleição 2º turno

Em transmissão ao vivo feita na internet para os seus seguidores, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) defendeu que os eleitores antipetistas optem pelo voto útil contra o PT já no primeiro turno e o escolham.

O capitão reformado do Exército disse que sua vitória ainda na primeira parte da votação evitaria “desgaste” no segundo turno.

“Você tem como pegar até dentro da própria família, alguém que vai anular o voto ou vai votar em branco ou em outro candidato, que pratique o voto útil, vote na gente. Nós devemos resolver essa fatura no primeiro turno, para não termos o desgaste no segundo turno”, afirmou.

Até agora, todas as pesquisas de intenção de voto apontam que haverá 2º turno. Mas por que o presidenciável conservador tem tanto medo desse cenário?

Segundo o Datafolha de ontem, os candidatos do PT e do PSL estão empatados no segundo turno.

A verdade é que, para Bolsonaro, quanto menos exposição fora do conforto de suas redes sociais, melhor. Fora de sua bolha, o presidenciável fica perdido. Foi assim nos dois primeiros debates que participou, antes de levar a facada, na Band e na RedeTV!.

Nesta quinta-feira, uma situação inusitada aconteceu. Tradicionalmente, todos os candidatos lutam para ter o direito de participar dos debates televisivos e expor suas propostas, confrontar ideias e tornarem-se competitivos.

Eis que na noite de ontem Bolsonaro se escorou numa suposta recomendação médica para faltar ao debate decisivo na TV Globo e, numa atitude sem precedentes, aproveitar para conceder uma entrevista sozinho, sem ser incomodado, no mesmo horário, à Rede Record. O pastor Edir Macedo, dono da emissora, já declarou que apoia Bolsonaro.

Apesar de covarde, a estratégia do capitão reformado do exército é das mais certeiras. Seu eleitorado só fez crescer apesar de seus míseros oito segundo de propaganda eleitoral e de sua contradição em questões cruciais da gestão pública, como impostos, direitos sociais e segurança.

Há um consenso na cúpula de campanha do presidenciável de que expô-lo ao debate de ideias é prejudicial, já que o candidato não domina nenhum tema de relevância nacional. A expectativa é para como ele irá se comportar no 2º turno.

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