Redação Pragmatismo
Direita 07/Aug/2018 às 12:21 COMENTÁRIOS

Vice de Bolsonaro ataca negros e indígenas em 1º evento público como candidato

Escolhido candidato a vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o general Mourão atacou negros e indígenas em seu primeiro evento público como candidato

Vice de Bolsonaro ataca negros e indígenas general Mourão RS

Escolhido candidato a vice na chapa do deputado Jair Bolsonaro (PSL), o general Mourão (PRTB) declarou nesta segunda-feira (6) que o “caldinho cultural” do Brasil inclui a “indolência” dos povos indígenas e a “malandragem” dos negros africanos.

De cunho racista, a declaração foi feita por Mourão, militar da reserva, em um evento na Câmara de Indústria e Comércio de Caxias do Sul (Serra Gaúcha) – no que foi seu primeiro evento público já como candidato, informa o site da revista Veja, que divulgou a fala em primeira mão.

Na ocasião, Mourão falava sobre o subdesenvolvimento e o panorama de conflitos da América Latina – “condomínio de países periféricos”, na opinião do general. Quando fez referência à “malandragem” dos africanos, diz o texto de Paula Sperb, apressou-se em se desculpar com o vereador Edson da Rosa (MDB), que é negro e compunha a mesa de autoridades.

E o nosso Brasil? Já citei nosso porte estratégico. Mas tem uma dificuldade para transformar isso em poder. Ainda existe o famoso ‘complexo de vira-lata’ aqui no nosso país, infelizmente. Nós temos que superar isso. Está aí essa crise política, econômica e psicossocial. Temos uma herança cultural, uma herança em que tem muita gente que gosta do privilégio. Mas existe uma tendência do camarada querer aquele privilégio para ele. Não pode ser assim. Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem, Edson Rosa, nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso cadinho cultural. Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas”, declarou o general.

O general também defendeu políticas sociais contra a violência e o tráfico de drogas, e admitiu que repressão não resolve os problemas isoladamente. Mourão mencionou a criação de centros de ensino e a urbanização de comunidades como medidas efetivas nas localidades em que o crime organizado controla o fornecimento de água, luz e internet.

Depois da palestra, acrescenta o site, Mourão prestigiou o lançamento da candidatura do tenente-coronel Luciano Zucco (PSL) para o posto de deputado estadual.

Linha dura

Embora com patente muito mais elevada do que o titular da chapa, Mourão já se envolveu em várias polêmicas por expressar opiniões que coincidem com as de Bolsonaro. Assim como o deputado, chamou o primeiro militar reconhecido como torturador pela Justiça no Brasil de “herói” – o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo.

Em algumas oportunidades, suas declarações extrapolaram as casernas e provocaram alvoroço entre civis. Em setembro do ano passado, sugeriu a intervenção militar como solução para a crise política. Um boneco inflável gigante dele foi usado por manifestantes intervencionistas em vários protestos na Esplanada dos Ministérios.

O militar também já criticou publicamente o governo Michel Temer (MDB), dizendo que ele se baseava em um “balcão de negócios”.

Também fez manifestações contrárias aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Depois da polêmica, ele perdeu o cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército, passando ao posto de adido da Secretaria-Geral. Pouco depois, aposentou-se.

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Comentários

  1. Mone Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Ignorância , estupidez , falta de caráter , desinformação desse sr. é enorme e certamente não acabará bem

  2. Yami Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    "Temos uma herança cultural, uma herança em que tem muita gente que gosta do privilégio. Mas existe uma tendência do camarada querer aquele privilégio para ele.(...)" Será q o general leu Roberto Da Matta??? Até aí tá certo. O problema é a associação de certas coisas como a indolência e a malandragem (acho q o general está enxergando o mundo com um romantismo...daqui a pouco vai ordenar caça aos gatos por serem "ardilosos"...) "Infelizmente gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas." Ih, Bolsonaro, seu vice meteu o pau em vc na cara dura!!!

  3. Rodrigo Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Malandragem é oriunda dos africanos, pelo amor de Deus, toda esta malandragem é oriunda dos portugueses, não é atoa que dos países da União Europeia, os portugueses é um dos mais pobres, digamos assim. Ele é outro que não estudou nada, os índios tem todo direito de exigir seus direitos, afinal de contas, já moravam no Brasil, foram caçados e foram escravizados também pelos portugueses, como eram os negros, e o pior, foram mortos também pela igreja Católica, quando eles não aceitavam a doutrina cristã. E acho este discurso de que ele também é índio, não, não é, ele é mestiço, e ele não é ligado a cultura indígena, ele é um que vive do salário do dinheiro público. Eles não entendem que nem todo mundo é obrigado a largar sua cultura, como os índios, que não abrem mão de sua cultura, só para se adequar a uma cultura oriunda de outro país, pois a nossa cultura não é nossa, a verdadeira cultura brasileira é oriunda dos índios e pronto.

  4. Eduardo Ribeiro Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Quer dizer que o vice do Bozo se mostrou racista, canalha e intoleravelmente asqueroso e nefasto em seu primeiro pronunciamento pós-candidatura? Poxa...que coisa interessante.....isso era EXATAMENTE o que eu esperava do vice do Bozo... Já pode chamar de "Chapa da Escória e do Chorume" ou ele precisa bostejar sobre mais algum tema?

  5. Marcos Silva Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Como sempre o conservadorismo se acha dono de toda a verdade. Qualquer um que não compactue com suas ideias é isso e aquilo. A mulher que não aceita que homens determinem o que ela deve ser, é chamada de muitas coisas por eles, menos de uma mulher com caráter e determinada. O Presidente "elogiou" sua esposa dizendo "linda, recatada e do lar", querendo determinar como as mulheres devem ser. De outro modo, os indígenas tinham sua cultura, sua religião, seu modo de viver, seu modo de trabalhar e viveram por milhares de anos sem destruir o meio ambiente. Nunca precisaram de nada dos europeus, nem os conheciam. Aí vem o europeu e diz que trabalho é só o que eles dizem que é trabalho. Como o índio não aceitou o modo de vida do branco, automaticamente são chamados de vagabundos. Os africanos foram trazidos à força para serem escravos. Sobreviveram do jeito que puderam e hoje são livres e donos de seus narizes. Aqueles que exploraram o trabalho alheio não são malandros? Malandros são os explorados? A ignorância dessas pessoas em não aceitar o diferente é absurda. Mulher que não age como os conservadores querem, é logo adjetivada de várias coisas negativas. Índio que não trabalha do jeito que eles querem que trabalhe, é vagabundo. E por aí vai...

  6. Thiago Melo Teixeira Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Malandro é o negão que dorme com a mulher dele, racista cretino.

  7. Salomon Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Jessé Souza, em seu livro "A Elite do Atraso", defende uma tese muito simples: os brasileiros somos filhos da escravidão. As instituições, como a escravidão, é que formam os indivíduos, não o sangue. Se um indivíduo é filho de italianos, não quer dizer que ele será como seus pais; como se o seu comportamento se transmitisse pelo sangue. Esse papo furado de mistura de raças não resiste à mais singela análise científica. Ou seja, se um filho de escandinavos for "criado" por índios, segundo a cultura de uma tribo indígena isolada do interior da floresta amazônica, será um homo sapiens como outro qualquer, mas com o comportamento das instituições dos indígenas. O negócio é ter pavio longo para rebater o festival de besteiras neonazistas que esse Bolsonaro e esse General "ariano" vão dizer.

  8. James Bond Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Com todo respeito a esse cidadão, mas Índio, ou melhor o termo correto se chama Nativo, não é preguiçoso, nem tampouco irresponsável, que são sinônimos mais próximos à indolente. Esses esteriótipos do "Índio preguiçoso" e o "Negro malandro" foi pregado pela Europa colonialista contra a África, a Ásia e nas Américas, para justificar a não aceitação da submissão desse sistema escravocrata perante os Nativos das terras conquistadas. Sou do Amazonas e desconheço – se é que exista – a origem ameríndia deste cidadão. Um lembrete também aos do eixo centro-sul, que quem nasce no Amazonas não é índio, o Amazonas é uma unidade federativa miscigenada igualmente como as demais unidades da Federação Brasileira. Não vamos apelar pelos esteriótipos, por favor!

  9. COXINHA INTERIGENTI Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Engraçado. Um monte de deputado ladrão no Congresso, e a malandragem é do negro! hi hi hi vice di Borsonaru hi hi hi

  10. COXINHA INTERIGENTI Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Sô muintu interigenti. hi hi hi Vô votá nu borsonaru hi hi hi Borsonaru é interigenti tamém hi hi hi

  11. ʞǝʌǝɥs Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    eitcha, como um boçal desse se torna general ???

  12. Celio Souza Silva Postado em 06/Jul/2019 às 13:42

    Pessoal, faça um curso de interpretação de texto antes de ler qualquer texto.