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Religião 18/Mai/2018 às 12:20 COMENTÁRIOS
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Escândalo de pedofilia motiva pedido de demissão de todos os bispos chilenos

Publicado em 18 Mai, 2018 às 12h20

Depois de se encontrar com diversas vítimas de violência sexual por parte de religiosos chilenos, Papa Francisco recebe pedido de renúncia de todos os bispos do Chile

Escândalo de pedofilia motiva pedido de demissão de todos os bispos chilenos

Após promover um encontro com as principais vítimas de abusos sexuais por parte de religiosos chilenos, nas últimas semanas, e depois, com 34 bispos deste país, desde a última segunda-feira (14), o papa Francisco recebeu nesta sexta-feira (18) o pedido de renúncia de toda a delegação de religiosos que havia viajado a Roma.

Os escândalos de pedofilia e abusos sexuais no Chile por parte de bispos e sacerdotes ganharam projeção durante a visita do papa ao Chile, em janeiro. Durante sua passagem pelo país, um grupo de vítimas insistiu em reunir-se com o pontífice para entregar-lhe provas dos abusos, mas o papa Francisco se recusou a recebê-los e reafirmou acreditar na inocência dos religiosos.

O caso, porém, cresceu tanto nos meios, que o pontífice chamou as vítimas a Roma para escutá-las. O principal acusado é o bispo Juan Barros (um dos que renunciou nesta sexta), que é acusado de ter encoberto e participado dos atos de pedofilia pelo qual já havia sido afastado de seu posto o sacerdote Fernando Karadima.

Em um comunicado, os bispos disseram que entregavam o caso ao papa para que “livremente decidisse o que fazer com cada um de nós.” No texto, também pedem desculpas “pela dor causada às vítimas, ao papa, aos povos de Deus e ao país por nossos graves erros e omissões.”

Os bispos afirmaram que continuarão em suas funções até que o papa decida seu futuro.

Na última segunda-feira (14), o papa havia se reunido, no Vaticano, com os 34 acusados pelas vítimas para analisar as denúncias de “abuso de poder e sexuais”.

Francisco também teria apresentado o resultado de um informe realizado no país por um enviado do Vaticano, o arcebispo Charles Scicluna. Após a leitura desse documento, o papa pediu que todos refletissem e orassem.

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Sylvia Colombo, FolhaPress

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