Redação Pragmatismo
Eleições 2018 28/Mar/2018 às 14:52 COMENTÁRIOS

Produtoras de Fake News no Brasil serão investigadas pelo TSE

Luiz Fux afirmou que irá investigar empresas que praticam as chamadas Fake News, notícias falsas. O tema é alvo de preocupação para campanhas eleitorais neste ano de 2018

Produtoras de Fake News investigadas pelo TSE
Luiz Fux, ministro do TSE (reprodução)

Jornal GGN

Como uma das primeiras medidas após assumir a Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux afirmou que irá investigar empresas que praticam as chamadas Fake News, notícias falsas. O tema é alvo de preocupação para campanhas eleitorais neste ano de 2018.

Na última semana, a Universidade de São Paulo (USP) e Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelaram os nomes de algumas dessas produtoras que se dedicam a Fake News. “Nós vamos instaurar um procedimento que será remetido ao Ministério Público que então vai solicitar o auxílio da Polícia Federal para nós verificarmos que tipo de material essas organizações têm, que esses grupos têm, à sua disposição

Uma delas, a Cambridge Analytica foi convidada por Fux a prestar esclarecimentos. O ministros ressaltou, contudo, que se trata de um convite, “não uma intimação“. O procedimento de investigação será aberto pelo Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições.

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O Senado realizou uma sessão temática na última semana analisando o impacto desse fenômeno para a Justiça Eleitoral e o cenário político brasileiro, e como evitar que a desinformação gere custos sociais, culturais e até mesmo influir em votações.

Na sessão, o ministro Tarcísio Vieira, do TSE, já havia explicado que o Tribunal possui um conselho consultivo para combater as Fake News nas eleições e que o Marco Civil da Internet pune a divulgação dessas notícias falsas, além da própria reforma política aprovada no último ano.

Entretanto, a tática usada pelos produtores desse tipo de conteúdo é avançada: eles conseguem manipular informações na internet com a alteração na ordem de busca no Google, por exemplo, com o objetivo de desviar a atenção da imprensa e também retirar o crédito de opositores.

Você prejudica a qualidade do voto do cidadão. Esse ambiente de divulgação de notícias que, supostamente, tendam a não refletir, consciente ou inconscientemente, o que efetivamente acontece, prejudica a formação de um voto consciente por parte do eleitorado“, havia afirmado o secretário-geral da presidência do TSE, Carlos Eduardo do Amaral, na sessão.

O TSE se comprometeu a atuar preventivamente e repressivamente, mas é muito melhor se nós conseguirmos inibir a difusão das fake news“, afirmou Fux. Para isso, o ministro levantou a possibilidade de analisar formas legais para retirar os conteúdos falsos da internet.

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