Redação Pragmatismo
Economia 07/Mar/2017 às 12:56 COMENTÁRIOS

Com Temer, Brasil tem a maior recessão econômica da história

É oficial: PIB cai 3,6% e Brasil tem a pior recessão de todos os tempos. Todas as atividades econômicas registraram queda

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A economia brasileira encolheu pelo segundo ano consecutivo. A queda foi de 3,6% em 2016, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2015, o recuo havia sido de 3,8%. O resultado confirma a maior recessão da história do Brasil, iniciada há oito trimestres, desde que o IBGE começou a série histórica, em 1948. No acumulado, a economia do país derreteu apenas 7,4% nos últimos dois anos.

Todas as atividades econômicas registraram queda. No último trimestre, de acordo com o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas do país, diminuiu 0,9% em relação ao trimestre anterior. Houve recuo na agropecuária (-6,6%), na indústria (-3,8%) e nos serviços (-2,7%). O PIB totalizou R$ 6,26 trilhões em 2016, ano em que o país teve dois presidentes: Dilma (de janeiro a abril) e Michel Temer (maio a dezembro). A última vez que o PIB registrou algum crescimento foi em 2015, quando o índice ficou em 0,5%.

O percentual de encolhimento no ano passado está dentro da previsão do mercado, que aposta numa estabilização da economia em 2017. O otimismo se deve à queda da inflação e ao processo de redução da taxa básica de juros, em outubro do ano passado. Nos últimos cinco meses, o Banco Central reduziu a Selic de 14,25% para 12,25%.

Veja o que diz o IBGE:

Em 2016, o PIB sofreu contração de 3,6% em relação a 2015. Essa queda resultou do recuo de 3,1% do valor adicionado a preços básicos e da contração de 6,4% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: agropecuária (-6,6%), indústria (-3,8%) e serviços (-2,7%).

O PIB per capita teve queda de 4,4% em termos reais, alcançando R$ 30.407. O PIB per capita é definido como a divisão do valor corrente do PIB pela população residente no meio do ano.

O decréscimo da agropecuária em 2016 (-6,6%) decorreu, principalmente, do desempenho da agricultura. Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que cresceu 4,7% em relação a 2015. A indústria de transformação teve queda de 5,2% no ano. A construção sofreu contração de 5,2%, enquanto que a extrativa mineral acumulou recuo de 2,9%, influenciada pela queda da extração de minérios ferrosos.

Dentre as atividades que compõem os serviços, transporte, armazenagem e correio sofreu queda de 7,1%, seguida por comércio (-6,3%), outros serviços (-3,1%), serviços de informação (-3,0%) e intermediação financeira e seguros (-2,8%). As atividades imobiliárias variaram positivamente em 0,2%, enquanto que a administração, saúde e educação públicas (-0,1%) ficou praticamente estável em relação ao ano anterior.

Na análise da despesa, pelo terceiro ano seguido houve contração da FBCF (-10,2%). Este recuo é justificado pela queda da produção interna e da importação de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo recuo da construção. A despesa de consumo das famílias caiu 4,2% em relação ao ano anterior (quando havia caído 3,9%), explicado pelo deterioração dos indicadores de juros, crédito, emprego e renda ao longo de todo o ano de 2016. A despesa do consumo do governo, por sua vez, caiu 0,6%, ante uma queda de 1,1% em 2015.

Já no setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 1,9%, enquanto que as importações de bens e serviços caíram 10,3%.

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