Redação Pragmatismo
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Saúde 12/Nov/2013 às 16:44
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Médicas cubanas 'provocam' paz provisória em zona de conflito na Bahia

A chegada de duas médicas cubanas fez com que índios interrompessem conflito com fazendeiros na Bahia. As médicas irão trabalhar em comunidades indígenas onde impera um clima de tensão devido a conflitos por disputa agrária

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Médicas cubanas no Brasil (Foto: Katherine Coutinho / G1)

A chegada de duas médicas cubanas ao distrito de Olivença, em Ilhéus (BA), ontem (11), fez com que índios tupinambás em conflito com fazendeiros adiassem o bloqueio de uma rodovia para recepcionar as profissionais do programa Mais Médicos.

O plano inicial era protestar contra o assassinato de três índios na sexta-feira (8), mas, em vez disso, os tupinambás levaram pitangas ao centro cultural de Olivença para presentear as cubanas. Cinco deles atuam na área da saúde nas comunidades.

“É muito forte [o gosto]”, comentou, ao experimentar a fruta, a médica Ana Ofélia, 44, que já atuou na África. “Mas é muito gostosa”, completou a colega Zu Nieska, 28, com passagem pela Bolívia.

As cubanas irão trabalhar em comunidades indígenas do sul da Bahia onde impera um clima de tensão devido a conflitos por disputa agrária.

“Estamos sabendo dos conflitos, mas não vamos interferir. Viemos para atuar na saúde e melhorar as condições da população indígena”, afirmou Ana Ofélia. “Estamos em missão de paz”, completou Zu Nieska.

O cacique Val Tupinambá justificou a atitude. “Nossa reivindicação com relação à saúde é a ampliação das equipes. Como a chegada delas é muito bem vinda, decidimos adiar a manifestação para recepcioná-las”, disse.

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Segundo o coordenador técnico da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) local, Ângelo Magalhães, as equipes de saúde ficaram 15 dias sem visitar as comunidades indígenas por orientação da Polícia Federal.

O clima está tenso na região desde agosto e se acirrou depois da morte de três índios na comunidade de Acuípe de Baixo, vizinha de Olivença.

Ontem, a Polícia Federal afirmou que o crime foi motivado por uma briga entre dois índios por causa da mulher de um deles e que não investigará o caso.

O cacique refutou a conclusão da PF. “A polícia está usando isso como proteção para um vereador que deu fuga aos assassinos. Não se trata de briga interna, houve uma chacina”.

Os índios dizem ter ocupado mais de 80% das cerca de 600 fazendas do território reivindicado. Para a Associação de Produtores Rurais de Ilhéus, Una e Buerarema, há 100 propriedades em poder dos índios.

As partes se reuniram em 25 de outubro com o ministro José Eduardo Cardoso (Justiça) e com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), quando foi prometida a elaboração de um plano de segurança para a região.

Folhapress

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Comentários

  1. renato Postado em 12/Nov/2013 às 23:36

    Basta o Estado se mostrar, as coisas começam a entrar no eixo, vamos aproveitar a situação e melhorar todos outros pontos. Um abraço ao Brasil.

  2. luiz carlos ubaldo Postado em 13/Nov/2013 às 08:01

    Esses medicos coxinhas que tanto barulho fizeram contra a vinda de medicos estrangeiros, agora se comparando aos medicos cubanos, veem o que a população Brasileira vivência todos os dias, o descaso dessa turma do jaleco com o povo simples que não pode pagar para ser atendido, aguardem que as coisas vão piorar e muito pra vocês!

  3. Nilson Moura Messias Postado em 15/Nov/2013 às 15:41

    Bem vindas companheiras médicas cubanas, muito bem vindas.