Redação Pragmatismo
Compartilhar
Política 17/Jan/2012 às 12:40
11
Comentários

Autor diz que esquema das privatizações tucanas foi maior roubo da história mundial

Até agora, A Privataria Tucana vendeu mais de 120 mil cópias e lidera todas as listas de mais vendidos do Brasil, superando o livro de Steve Jobs e Jô Soares. Autor considera ainda que o escândalo põe fim às aspirações de Serra para a Presidência em 2014

Privatizações PSDB

Privatizações PSDB

Autor do livro bomba Privataria Tucana, o jornalista Amaury Ribeiro Jr é paranaense de Londrina, criado em Santa Cruz do Monte Castelo e cujos familiares moram em Cambé. Ele vem a Curitiba, no próximo dia 19, para lançar a obra na capital paranaense.

O livro já vendeu 120 mil exemplares e num primeiro momento sofreu boicote da grande imprensa. Tudo isto só serviu para dar ampla repercussão interna e internacional à denúncia.

Porque a grande imprensa silenciou sobre o seu livro?

Simples. Porque o livro bate muito na grande imprensa. Fala do comportamento que a grande imprensa teve nas últimas eleições. Ela teve que engolir e engoliu calada. Está cheio de provas lá. Mostrando o comportamento dela, no mínimo esquisito. Mas é também um livro que fala sobre lavagem de dinheiro como um todo. Do caso Banestado, aí do Paraná.

Leia também

Há uma teoria de que o mensalão foi criado em Londrina pelo ex-deputado José Janene.

No tempo da IstoÉ, eu fiz uma matéria de capa sobre o José Janene, mostrando que o esquema dele era monstruoso. Eu até fui processado por ele e me parece que ele perdeu a ação. Mas o esquema dele era grande. E ele teve um enriquecimento monstruoso e inexplicável. Não tem origem o dinheiro dele. Infelizmente o Paraná é um estado que a gente gosta, mas criou estes megas esquemas de corrupção.

E quem são as pessoas que operam estes esquemas?

Interessante, que as pessoas são sempre as mesmas. Por exemplo, quem criou o esquema do Banestado foi o Ricardo Sérgio de Oliveira, que também está no esquema das privatizações tucanas. Ele criou aquelas contas correlatas que tinham no Banco do Brasil e em bancos no Paraguai, um esquema criado para facilitar a vida de comerciantes brasileiros em Ciudad Del Leste, mas que acabou virando grande duto.

Como funcionava o negócio?

Em vez do dinheiro vir para o Brasil, o dinheiro do Brasil ia para fora, para a agência do Banestado em Nova York, de onde saia para ser lavado. Quem baixou a portaria que abriu o duto do Banestado foi o mesmo cara da privatização tucana, que é o Ricardo Sérgio. As coisas são muito ligadas.

O livro teve repercussão internacional?

Muitos jornais de fora do país me procuraram para me entrevistar. Argentina, Portugal, México, teve muita gente querendo saber do assunto. Eu dei entrevista até para o jornal O Povo da China. Houve curiosidade grande, porque não tem livro que explica como funciona a engenharia da lavagem de dinheiro. Que explica as leis. Está tudo lá.

E o que mudou para você com o livro.

Virou um fenômeno. Eu passei a ser reconhecido na rua. Eu fui para o Rio e as pessoas me conheceram na rua. As pessoas comentam nos bares, nos restaurantes. Eu sou chamado para fazer palestras em países da América Latina e quando conto o caso do Banestado, eles ficam impressionados. Eu acho que o Banestado foi o maior esquema de lavagem de dinheiro do mundo.

Quem ganha com o seu livro, depois das denúncias?

O livro é por enquanto o marco inicial. É necessário abrir a CPI. Não pode acontecer como aconteceu com o caso Banestado. Vai ficar muito mal para o governo se não for instalada a CPI para investigar, porque tem muito mais coisa. Eu mostro só uma parte da coisa. Ela é muito maior.

Por que o livro virou um sucesso tão grande?

Primeiro é o fato de ter caído na internet, virou um fenômeno nas redes sociais, que passaram a falar dele, em todos os lugares. Depois, fala de um assunto que ainda reflete na vida das pessoas, elas querem saber como foram as privatizações. Eu acho que tem uma série de componentes e caiu no gosto popular.

Houve de início uma tentativa de desqualificar o livro a partir de tua pessoa. Como você vê isso?

Eles tentaram fazer isso, mas o livro explica tudo o que houve. Está tudo esclarecido e explicado. Eles tentaram fazer uma crítica, mas este pessoal caiu no ridículo. Foram poucas pessoas, parece até que foram escaladas para falar mal do livro porque usavam o mesmo discurso. Parecia release.

Que tipo de prova você tem?

Eu coloco lá o cara, Ricardo Sérgio, que tocou as privatizações. Ele recebe o dinheiro no exterior em paraíso fiscal do cara que ganhou as privatizações: prova maior que essa não existe. Eu mostro documentos com pagamentos para esta mesma pessoa. Como é tudo documentado, eles não tiveram como reagir, tiveram uma reação fraca. Aí já era tarde. A coisa já estava pegando fogo. O livro descolou das redes sociais e começou a ser o mais vendido nas livrarias.

O livro sumiu depois de lançado. O que aconteceu?

Nós fizemos uma tiragem de 15 mil exemplares. Para um livro de reportagem não é uma tiragem pequena. E nós demos uma entrevista na blogosfera na sexta-feira à noite e no dia seguinte o livro durou duas horas nas livrarias. Aí a editora teve de contratar quatro gráficas para atender a procura que era muito grande.

Quantos livros foram vendidos até agora?

Até agora, 120 mil. Um fenômeno. E pode chegar a 200 mil, 300 mil, porque a procura ainda é grande. Se realmente chegar a este patamar, vai bater tiragens de edições históricas.

Teve mais roubo no governo FHC ou no governo Lula?

Eu acho que a privatização no Brasil foi o maior roubo na história do planeta. Não é nem da história do Brasil. É da história do planeta. Se for pegar a Operação Uruguai, que levou à cassação do Collor, era uma operação de R$ 5 milhões. E no caso das privatizações, se mapear, como eu mapeei, só um caso de propina foi de R$ 30 milhões pro Ricardo Sérgio. Se você aprofundar a investigação vai ver que foi muito maior ainda. Muito grande. A roubalheira foi maior.

E o mensalão?

Se você pegar o mensalão, você vai ver que tinha mensalão do PT, mas também tinha mensalão do PSDB.

Leia mais

Você acha que seu livro enterra o projeto do Serra para presidente em 2014?

Com certeza. Não tem como. Está tendo muita divisão interna no PSDB. O clima entre o Aécio e o Serra é insuportável. Eles não se falam mais. E o livro causou indignação entre os próprios colegas, do PSDB. Fiquei sabendo que o Fernando Henrique (Cardoso), quando terminou de ler o livro teria comentado com amigos que se soubesse daquilo, ele ia falar mal dos defeitos do Serra.

Edilson Pereira, Parana-Online

Recomendados para você

Comentários

  1. Sandro Postado em 17/Jan/2012 às 13:08

    O nome correto do ex-diretor do BB eh Ricardo Sergio e não César...

  2. Binah Ire Postado em 19/Jan/2012 às 10:22

    Ah e FHC não sabia de nada? Pára...

  3. alderijo bonache Postado em 28/Feb/2012 às 18:33

    O pior de tudo é que depois de toda esta safadeza, muitos destes vagabundos ainda sãrecebidos com tapete vermelho!

  4. Raul Postado em 28/Feb/2012 às 20:23

    "o Fernando Henrique (Cardoso), quando terminou de ler o livro teria comentado com amigos que se soubesse daquilo, ele ia falar mal dos defeitos do Serra." Querer atribuir a responsabilidade das privatizações etc, etc, ao Serra já um pouco demais não acham? Quem era o presidente? Era o Serra, por acaso? Esse cara (autor do livro) só pode ser um doente do lulopetismo. Vá se tratar, faça um favor a nação brasileira!

  5. Rogério Postado em 10/Mar/2012 às 10:21

    Se o cara é doente eu não, mas o livro traz dezenas de documentos, e até onde eu sei, documentos são provas, por isso ele não foi processado pelo Çerra.

  6. CARLOS ANTONIO Postado em 01/Apr/2012 às 01:39

    Boa noite, é só ver a privatização de Cachoeira Dourada em Goiás, onde ele obrigou o estado a privatizar rapidamente ou seria enquadrado no Governo Federal e aí o Estado de Goias perderia tbem com a privatização da Celg, única concessionária de energia no estado, e era o que o filhote dele, outro bandido, Marconi Perillo queria fazer. Somente não conseguindo por ingerência do Governo Federal a tempo. O PSDB pra quem não sabe, é a parte mais podre e corrupta que estava no PMDB e não tinha espaço e criou-se essa sigla pra poder continuar com os desmandos e roubalheira que continua até hoje. Só não vê quem não quer. Eles estão no poder, e sempre dão um jeitinho pra se encostar e arrumar uma maneira de enriquecer. Se o Brasil fosse um páis sério, já teria levantado alguns milionários da noite pro dia, pega o Marconi e vê a fortuna criada em pouco tempo. Deputados Estaduais, Federais, Vereadores, Senadores, Juizes, e toda ralé que se instalou no Brasil.

  7. CARLOS ANTONIO Postado em 01/Apr/2012 às 01:45

    Não exite moderação com bandidos, ainda mais aqueles que usam do cargo público, para enriquecer, matarem, intimidarem, extorquir, enquanto milhares morrem nas filas dos hospitais, por não haver leitos e medicamentos, milhares serem assaltados e mortos todos os dias por não ter segurança mínima, morrerem a míngua por não terem educação, que lhes são negadas com o pretexto de não reprovarem, pois a verba que vem da UNESCO para a erradicação do analfabetismo no País é muito grande, enquanto milhares morrem de fome por não ter o que comer, chega de puritanismo, de meias palavras, se vc é ofendido com visões, falta de educação, falta de responsabilidade do dinheiro público, e tbem a imprensa de um modo geral, que tbem sempre estão envolvidos de alguma maneira, sejam recebendo para omitir, seja, tbem se aproveitando da bagunça que vem nesses 500 anos e senão tomarmos cuidado serão mais 500 anos de chibata, e nossos filhos e netos serão o escravo da vez.

  8. Carvalho Júnior Postado em 04/Jan/2013 às 03:13

    Isso que aconteceu no governo FHC sim é um pedacinho do brasil ai ai ai esse brasil que nem merece respeito e tem q ser escrito assim mesmo com letras minúsculas

  9. Diego Postado em 08/Jun/2014 às 14:01

    E o Lula.... Há o Lula é um santo!

  10. Cézar Postado em 01/Jul/2014 às 19:18

    E o Banco do Estado da Bahia S.A que durante tanto tempo financiava as campanhas eleitorais de candidatos de ACM e FHC acharam pouco durante sua priivatização junto ao Bradesco primeiro teve que ser automatizado para ser liquidado e de que forma: Acordo de pagamento de funcionalismo público estadual durante 05 anos. Pasmem , em 04 anos com tarifas , juros altos, emprestimos consignados, cdc ele arrecadou o dobro para sanar sua dívida junto ao BACEN. Com certeza isso aconteceu com todos os bancos estaduais dando asssim adeus a ASBACE e a extinta rede verde amarela. C h u p a e s s a m a n g a. Se Fhc e Serra pensam que isso ficar na conta de Abreu. Tenho certeza que Lula e Dilma nessas eleiçoes vão colocar a boca no trombone.

  11. santos Postado em 29/Jul/2014 às 20:02

    O Livro PRIVATARIA TUCANA foi lido por mim. Fiquei impressionado com tanta falcatrua junta! Quantos bilhões desviados para o exterior!Quanta sujeira feita pelos tucanos e ainda falam mal do PT!São 1000 vezes piores do que o PT! O livro deveria ser mais divulgado, ainda mais agora na época das eleições. O povo deveria saber quem são os atores da privataria tucana e jamais iriam votar neles! Tenho certeza de que muitas coisas serão divulgadas! Aécio será ainda julgado em Minas por improbidade administrativa pelo desvio de 4.3 bilhões na saúde no estado!Se condenado,esperamos que a justiça seja feita,perderá o mandato e ficará inelegível.Ainda não explicou corretamente o caso dos aeroportos mineiros superfaturados,feitos das propriedades de parentes e correlegionários..Uma vergonha que precisa ser divulgada e não escondida pela imprensa!