Redação Pragmatismo
Notícias 29/Out/2026 às 23:24 COMENTÁRIOS
Notícias

OAB demite advogada que publicou vídeo prometendo “dificultar a vida de petistas” após o resultado das urnas

Publicado em 29 Out, 2026 às 23h24
advogada

A advogada Julia Gobbo Amorim foi demitida da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES) após publicar um vídeo em que declara ter preconceito contra eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) e promete dificultar a vida de pessoas identificadas com a legenda. A gravação, feita nas dependências da própria instituição e divulgada na terça-feira (27), provocou forte repercussão nas redes sociais. O desligamento foi confirmado pela OAB-ES na quarta-feira (28).

No vídeo, a advogada afirma que existem muitos petistas trabalhando na instituição e faz acusações generalizadas contra essas pessoas, associando-as à falta de disposição para o trabalho. Em seguida, declara que pretende criar dificuldades para quem possui esse posicionamento político. Na legenda da publicação, também utilizou uma expressão considerada ofensiva. O conteúdo havia sido compartilhado inicialmente com uma lista restrita de seguidores do Instagram, mas acabou circulando publicamente.

Em nota oficial, a OAB-ES repudiou as declarações e reafirmou seu compromisso com a democracia, a pluralidade de ideias e a dignidade humana. A entidade destacou que, embora respeite a liberdade de expressão de seus colaboradores, não admite manifestações discriminatórias ou ataques motivados por convicções políticas. O ex-presidente da seccional, José Carlos Rizk Filho, também criticou publicamente a conduta da advogada e defendeu que a instituição permaneça aberta a profissionais de diferentes orientações políticas.

Após a repercussão, Julia desativou seu perfil nas redes sociais. Procurada por veículos de imprensa, não havia apresentado manifestação pública até as últimas atualizações consultadas. A OAB-ES também não esclareceu se outras providências administrativas ou judiciais seriam adotadas. O episódio ocorre em meio a denúncias de discriminação e retaliação política no ambiente profissional após o segundo turno das eleições presidenciais, reacendendo o debate sobre os limites da liberdade de expressão e a proteção dos trabalhadores contra perseguições por suas preferências partidárias.

Recomendações

COMENTÁRIOS