Redação Pragmatismo
Política 05/Ago/2026 às 08:42 COMENTÁRIOS
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Brasil rebaixa oficialmente relações diplomáticas com a Argentina após Milei chamar Lula de "ladrão" e "presidiário"

Publicado em 05 Ago, 2026 às 08h42

O Brasil rebaixou oficialmente as relações diplomáticas com a Argentina após Javier Milei voltar a chamar Lula de "ladrão" e "presidiário". A medida reduz o nível de representação entre os dois países e aprofunda a crise bilateral

O governo brasileiro oficializou o rebaixamento das relações diplomáticas com a Argentina após uma nova série de declarações ofensivas do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi anunciada pelo Itamaraty depois que Milei voltou a chamar Lula de “ladrão”, “presidiário” e “corrupto” durante uma entrevista, ampliando uma crise que já vinha se arrastando desde o início de seu mandato.

Na prática, o Brasil retirou seu embaixador de Buenos Aires, Julio Bitelli, que permanecerá em território brasileiro por tempo indeterminado. Enquanto persistirem os ataques do governo argentino, a representação brasileira na capital argentina ficará sob responsabilidade de um encarregado de negócios, nível inferior ao de embaixador. O Itamaraty também informou que deixará de manter interlocução direta com o embaixador argentino em Brasília, restringindo os contatos diplomáticos ao mesmo nível.

Medida marca pior momento da relação entre os dois países em décadas

O rebaixamento representa uma das medidas diplomáticas mais duras adotadas pelo Brasil contra a Argentina desde a redemocratização. Embora as relações comerciais e consulares continuem funcionando normalmente, a decisão reduz o diálogo político entre os governos e sinaliza um desgaste sem precedentes recentes entre os dois maiores países do Mercosul.

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Desde que assumiu a Presidência, Javier Milei tem dirigido críticas frequentes a Lula e ao governo brasileiro. Nos últimos dias, além dos ataques ao presidente brasileiro, o argentino também fez declarações contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e manifestou apoio público à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro durante visita ao Brasil, aumentando ainda mais a tensão entre os dois governos.

Itamaraty diz que ataques ultrapassaram limites diplomáticos

Segundo o governo brasileiro, a decisão foi motivada pela repetição de ofensas pessoais ao presidente da República e por declarações consideradas incompatíveis com a convivência entre Estados soberanos. O Itamaraty avaliou que os ataques extrapolaram o campo das divergências políticas e passaram a comprometer o relacionamento institucional entre os dois países.

Do lado argentino, a chancelaria criticou a medida brasileira e afirmou que o governo Lula estaria promovendo um isolamento diplomático por razões ideológicas. Até o momento, Javier Milei não sinalizou qualquer recuo nas declarações que desencadearam a crise.

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