Redação Pragmatismo
América Latina 29/Jun/2026 às 08:11 COMENTÁRIOS
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Brasil envia terceiro voo humanitário à Venezuela com mais de 111 mil medicamentos e hospital de campanha

Publicado em 29 Jun, 2026 às 08h11
Brasil envia voo humanitário Venezuela medicamentos hospital campanha
Imagem: FAB

O governo federal enviou, neste sábado (27), um terceiro voo humanitário à Venezuela para reforçar o atendimento às vítimas dos terremotos que devastaram o país na última quarta-feira (24). A nova missão transporta cinco kits de calamidade, que reúnem 111,8 mil medicamentos e insumos médicos, além do módulo complementar necessário para a instalação de um hospital de campanha brasileiro.

Segundo o Palácio do Planalto, a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra o esforço internacional de assistência humanitária coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. O governo afirma que as doações não comprometem os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).

O que o Brasil enviou para a Venezuela

Os cinco kits de calamidade foram preparados para situações de emergência e contêm medicamentos e materiais hospitalares considerados essenciais para o atendimento imediato de vítimas de desastres naturais.

Entre os itens enviados estão:

⭢ antibióticos;
⭢ analgésicos;
⭢ anti-inflamatórios;
⭢ soluções injetáveis;
⭢ ataduras e gazes;
⭢ seringas;
⭢ dispositivos para infusão;
⭢ luvas;
⭢ esparadrapos;
⭢ máscaras e outros insumos médicos.

De acordo com o governo federal, o material é suficiente para atender aproximadamente 1.500 pessoas durante um mês, dependendo da gravidade dos casos e da demanda local.

Hospital de campanha e purificadores de água

A ajuda brasileira não se limita aos medicamentos. Também neste sábado, outro voo da Força Aérea Brasileira (FAB) transportou uma unidade avançada de trauma do Hospital de Campanha da Marinha, acompanhada por 48 militares especializados que serão responsáveis pela montagem e operação da estrutura em território venezuelano.

A aeronave também levou 100 purificadores de água, cada um com capacidade para tratar até 5 mil litros por dia. Os equipamentos serão entregues à Defesa Civil venezuelana para ampliar o acesso à água potável nas áreas afetadas pelos terremotos.

Primeira missão levou equipes de resgate e cães farejadores

A primeira aeronave brasileira já havia chegado à Base Aérea El Libertador, em Maracay, na noite de sexta-feira (26). O voo transportou 44 profissionais especializados em busca e resgate, seis cães farejadores, equipamentos de salvamento urbano e especialistas da Defesa Civil, dos Corpos de Bombeiros e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As equipes brasileiras passaram a atuar nas operações de localização de sobreviventes sob escombros e no apoio às autoridades venezuelanas.

Terremotos deixaram centenas de mortos

A missão humanitária foi organizada após dois fortes terremotos atingirem a costa norte da Venezuela na quarta-feira. Os abalos registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, seguidos por cerca de 20 réplicas, provocando desabamentos de edifícios e grandes danos em Caracas e em outras cidades do país.

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Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, ao menos 920 pessoas morreram, cerca de 2,9 mil ficaram feridas e milhares permanecem desalojadas. O número de vítimas ainda pode aumentar à medida que avançam as operações de busca e salvamento.

Diante da gravidade da situação, a vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional e solicitou apoio da comunidade internacional.

Brasil diz que poderá ampliar ajuda

O governo brasileiro informou que continuará acompanhando a evolução da crise humanitária e permanece à disposição das autoridades venezuelanas e de organismos internacionais para ampliar a assistência conforme novas necessidades sejam identificadas.

Ao autorizar a operação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que seguirá acompanhando os trabalhos de socorro “para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”. Segundo o Planalto, novas ações poderão ser adotadas caso a situação exija reforço adicional da ajuda humanitária brasileira.

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