Redação Pragmatismo
Notícias 03/Ago/2020 às 16:50 COMENTÁRIOS
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GCM que matou Gabrielli Mendes diz que "disparo foi acidental"

Publicado em 03 Ago, 2020 às 16h50

Jovem de 19 anos é morta com tiro no peito por GCM em ação para dispersar aglomeração. Atirador foi solto após pagar fiança e responderá em liberdade

Gabrielli Mendes
Gabrielli Mendes

Gabrielli Mendes, de 19 anos, morreu após ser atingida por um tiro durante uma ação da guarda municipal em uma festa clandestina, em Rio Claro (SP), entre o final da noite de sábado (1º) e início da madrugada deste domingo (2). Um homem de 29 anos também foi atingido e está internado.

Um guarda, que não teve a identidade divulgada, alegou disparo acidental e foi preso por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele pagou fiança e responderá em liberdade.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) foram até o Jardim Panorama verificar uma denúncia de festa com aglomeração de pessoas. Os agentes teriam tentado dispersar a multidão quando teriam sido ameaçados.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ao tentar carregar a arma, o GCM de 51 anos efetuou um disparo acidental. De acordo com testemunhas, o tiro atingiu Gabrielli na altura do peito.

“O GCM, de 51 anos, tentou carregar seu armamento com munições de borracha, porém disparou acidentalmente e atingiu uma mulher, de 19 anos, que foi socorrida à Santa Casa do município, onde morreu”, explicou a SSP em nota.

Nas redes sociais, o caso repercutiu. “Que ameaça real pode representar uma menina de 19 anos a um marmanjo armado a ponto de este mesmo marmanjo eliminá-la com um tiro no peito?”, questionou um internauta.

A Secretaria Municipal de Segurança apreendeu a arma do guarda, que ficará afastado das atividades operacionais até que a Polícia Civil conclua as investigações e a Justiça decida sobre o caso.

Um inquérito administrativo interno também será aberto pela Secretaria de Segurança para “apurar a conduta técnica do guarda com relação ao emprego dos procedimentos operacionais”.

A Delegacia Seccional de Rio Claro pede que testemunhas que tiverem informações do caso procurem a Central de Polícia Judiciária, na Rua 12 com a Avenida da Saudade.

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