Redação Pragmatismo
Educação 13/Nov/2019 às 12:22 COMENTÁRIOS
Educação

Menina morre após "brincadeira" na escola e diretor pede atenção sobre conteúdo nas redes

Publicado em 13 Nov, 2019 às 12h22

Menina de 16 anos morre após "brincadeira" na escola e diretor da instituição de ensino pede para que pais fiquem atentos sobre o que os filhos andam vendo nas redes sociais

Emanuela Medeiros

Emanuela Medeiros, de 16 anos, morreu na tarde da última segunda-feira (11) em Mossoró (RN) após bater a cabeça no chão durante uma “brincadeira” na escola. A adolescente sofreu traumatismo craniano e foi socorrida pela direção da escola e levada ao Hospital Regional Tarcisio Maia, mas não resistiu.

A prima de Emanuela conta que a estudante participava da “brincadeira” com outras duas pessoas que a seguraram e tentaram girá-la, como uma espécie de cambalhota. Durante o giro, ela caiu e bateu a cabeça no chão.

A vítima era aluna do nono ano da Escola Municipal Antônio Fagundes. O diretor da escola afirmou que não tinha conhecimento a respeito da brincadeira e lamentou a situação. “Infelizmente foi uma fatalidade que não tivemos como evitar”, disse. Ele recomendou que os pais fiquem atentos com o conteúdo que circula nas redes sociais.

“É tudo muito triste. Ela morreu de graça. Minutos antes estava feliz, sorridente, cheia de vida, e em uma questão de segundos tudo acabou. Isso mostra como somos frágeis e precisamos cuidar melhor de nós mesmos”, desabafou um estudante, que preferiu não se identificar.

A Secretaria Municipal de Educação de Mossoró decretou luto. A escola voltará a funcionar a partir da próxima segunda (18). A menina foi velada na manhã desta terça-feira (12).

Em uma pesquisa rápida nas redes sociais é possível perceber que a “brincadeira” que matou Emanuela está sendo reproduzida por adolescentes em escolas por todo o Brasil.

Seus filhos

Em 2017, o “jogo da Baleia Azul” se tornou um assunto sério e foi associado diretamente com o aumento de casos de suicídio entre crianças e adolescentes.

Cerca de 80% dos pais não sabem o que os filhos acessam na internet, segundo uma pesquisa do Cyber Handbook. De acordo com Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio e autora do livro Educação na Cibercultura, você precisa estar antenado e participar do mundo digital e acompanhar o seu filho.

Uma pesquisa da TIC Kids Online Brasil mostrou que 71% dos usuários de 9 a 17 anos acessam a internet mais de uma vez por dia, sendo 38% para jogar, 73% para acessar as redes sociais e se comunicar e 52% para baixar músicas ou filmes. Durante esse uso, a internet pode se tornar um poderoso portal para difusão de informações perigosas e que podem provocar riscos aos menores de idade.

“É preciso se informar cada vez mais sobre tecnologia e aprender a usar os dispositivos e mídias que as crianças e adolescentes dominam. É o único jeito de saber o que está acontecendo e assim poder proteger seu filho de possíveis ameaças”, alerta a especialista.

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