Redação Pragmatismo
Barbárie 25/Out/2019 às 15:38 COMENTÁRIOS
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Menina de 13 anos mata a irmã grávida e arranca bebê da barriga

Publicado em 25 Out, 2019 às 15h38

Menina de 13 anos mata a irmã grávida de 8 meses e arranca o bebê da barriga. Outro filho da vítima, de 7 anos, também foi assassinado com requintes de crueldade. "É quase um filme de terror, mas foi real", relata delegada

menina mata irmã grávida
(imagem ilustrativa)

Um crime bárbaro deixou horrorizados os moradores de Porto Velho, em Rondônia, no último domingo (20). Uma garota de apenas 13 anos confessou ter assassinado a própria irmã, de 23 anos, que estava grávida de 8 meses.

A adolescente arrancou o bebê da mulher para tentar aplicar um golpe em parceria com o namorado, de 15 anos, e a mãe dele. A dupla ainda matou o outro filho de Fabiana, um garoto de apenas 7 anos.

“É quase um filme de terror, mas foi real”, afirmou a delegada Leisaloma Carvalho. “As mortes ocorreram na noite do sábado (19). No domingo de manhã, apareceu o corpo da criança de 7 anos boiando em um lago”, continua a delegada.

“A princípio, acreditávamos que se tratava de uma queda e afogamento. Mas na segunda-feira apareceu o corpo da mãe em uma cova rasa; ele estava parcialmente coberto e com muitos urubus no local. O corpo foi encontrado por um familiar da vítima, que já tinha percebido o sumiço e a procurava”, acrescentou a policial.

Por ser menor de idade, a assassina não teve o nome revelado. A vítima se chama Fabiana Pires Santana e foi morta a facadas e golpes de ferro. O outro filho de Fabiana, o garoto de 7 anos, que também foi morto pela dupla, teve um fim brutal.

Segundo a delegada, o garoto presenciou a morte da mãe, foi arremessado no lago e depois apedrejado. “Tudo foi visto pela criança que chorava e gritava para não morrer. Eles jogaram ela no lago e depois atiraram pedras para matar”, disse.

Depois de encontrar o corpo e perceber a região do tórax aberta, a chefe da Delegacia de Homicídios foi, então, em busca do feto desaparecido. “Quando o cadáver foi retirado da cova nós observamos que a barriga estava cortada. De imediato, começamos a investigar onde estaria o feto”.

“Nós ouvimos relatos de familiares e pessoas próximas à vítima. Fomos na casa da mulher e decidimos procurar a adolescente, irmã de Fabiana. Depois localizamos também a casa do namorado da adolescente, e na casa da menor nós achamos a criança”, revela a delegada.

“Levamos a irmã de Fabiana e o namorado dela para a delegacia e eles confessaram. Até onde sei, o quadro de saúde do bebê era estável, apenas com uma infecção no cordão umbilical, porque o corte foi feito com uma faca”, conta Leisaloma Carvalho.

O bebê é um menino e está internado no Hospital de Base de Porto Velho. A delegada explicou que a motivação dos dois jovens para matar Fabiana foi um golpe em conluio com Catia Barros Rabelo, mãe do adolescente de 15 anos.

“A adolescente de 13 anos, irmã de Fabiana, contou que a mãe do seu namorado estava simulando uma gravidez de um garimpeiro para dar o golpe da barriga. A menina, então, sugeriu matar a própria irmã para tirar o bebê. Catia concordou e o crime foi realizado”, diz a delegada.

Sem remorso

“Nos assustou como a adolescente ria e falava sobre o assunto. Ela disse que matou três gatos, também há relatos de que foram seis, não sabemos se para treinar o assassinato. Mas, com 13 anos, matar animais é algo assustador, a gente percebe que é uma adolescente bem perturbada. Eles contaram que viram o coração da mulher batendo enquanto arrancavam a criança”, afirma a delegada.

Na última quarta-feira (23) foi presa a mãe do garoto de 15 anos e outros adolescentes que estão sendo investigados por suposto envolvimento no crime.

Casa incendiada

Na noite dessa quinta-feira (24), a casa de Catia Barros Rabelo foi completamente incendiada por populares. No local, testemunhas relataram à Polícia que no dia anterior, a família da mulher de 34 anos retirou os móveis da casa temendo que isso pudesse acontecer.

O recém-nascido arrancado da barriga de Fabiana deve ser encaminhado ao abrigo ‘Lar do Bebê’ após receber alta do hospital. O pai da criança está providenciando o reconhecimento de paternidade.

De acordo com a juíza responsável, o pai do bebê e Fabiana não viviam juntos, mas mantinham um relacionamento.

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