Redação Pragmatismo
Governo 06/Set/2019 às 10:10 COMENTÁRIOS
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Governo Bolsonaro faz campanha para melhorar imagem no exterior mas erra no inglês

Publicado em 06 Set, 2019 às 10h10

Governo Bolsonaro gasta caminhão de dinheiro em anúncios publicitários na mídia internacional para melhorar a imagem do Brasil no exterior, mas erra no inglês

publicidade governo financial times
Publicidade do governo Bolsonaro no topo da página do Financial Times

Na tentativa de melhorar a imagem deteriorada que tem no exterior, o governo de Jair Bolsonaro está investindo em publicidade direcionada a países europeus.

O governo encomendou peças publicitárias para exibi-las na cabeça de portais de ilustres meios de comunicação mundo afora, mas esqueceu-se da revisão do texto em inglês.

O jornal britânico Financial Times foi um dos meios que exibiu a propaganda com o erro. Nela, a palavra “soberanas” foi escrita erroneamente como “sovereing”, em vez do correto “sovereign”.

Pelo Twitter, o governo postou em seu perfil a mesma peça publicitária com um equívoco adicional – a palavra “sustentável” surgiu em inglês como “susteinable”, em vez de “sustainable”.

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que os erros foram notados depois de recebido um questionamento do jornal Folha de S Paulo na noite de quinta-feira (5).

A peça publicitária apresenta o seguinte texto, em tradução livre para o português: “O Brasil reafirma suas ações soberanas de proteção, de desenvolvimento sustentável e de preservação da Amazônia”.

A iniciativa tem os objetivos de amenizar as duras críticas dos meios de comunicação e de formadores de opinião estrangeiros – além de governos e organismos internacionais – ao descaso do governo Bolsonaro com os incêndios criminosos na Amazônia.

CNN nega campanha

Parte da campanha sobre a Amazônia que o Governo Federal pretende veicular em órgãos de mídia de vários países foi recusada pela CNN Internacional. Por considerar a campanha com viés político por usar a palavra “soberania” nos comerciais, a emissora acredita que pode ser questionada em alguns países europeus.

Afirmativa da defesa da soberania do Brasil em relação ao território da floresta, a peça faz parte da recente ofensiva publicitária do governo. Deve ser veiculada no Brasil e em mais 6 países: EUA, França, Alemanha, Inglaterra, Holanda e Noruega.

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