Redação Pragmatismo
Ciência 15/Aug/2019 às 17:27 COMENTÁRIOS

Após asteroide passar “perto” da Terra no dia 10, cientista diz que seremos atingidos

Depois que um asteroide maior do que o famoso prédio americano Empire State Building passou “perto” da Terra no último sábado, cientista dos EUA diz que é questão de tempo para um cosmo celeste atingir o nosso planeta: “é 100% certo”

asteroide na terra

A cientista Danica Remy, presidente da B612 Foundation, organização que trabalha em métodos para proteger o planeta contra ameaças externas, afirmou que “é 100% certo de que a Terra será atingida por um asteroide, mais cedo ou mais tarde”. As informações são da NBC.

Para devastar o planeta Terra seria necessário um asteroide com mais de 12 quilômetros de diâmetro. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, pelo menos 95% dos corpos celestes com mais de 1 quilômetro de diâmetro já foram catalogados.

O que chegou mais perto de repetir o que aconteceu há 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos, foi o 2006 QQ23, que passou “perto” da Terra no último sábado (10/8).

Com mais de 560 metros de diâmetro, o 2006 QQ23 é maior do que o icônico prédio americano Empire State Building. O corpo celeste esteve a 4 milhões de quilômetros do solo terrestre.

A distância é considerada curta para a Nasa, agência espacial americana, mas não representou qualquer preocupação em relação a impacto. Em órbita no Sistema Solar desde 1901, o pedregulho já havia passado próximo do nosso planeta em janeiro de 2017.

Apesar de grande, ele é considerado lento já que viaja a uma velocidade de 16.737 km/h. Para efeito de comparação, o corpo celeste 2019 OK, que transitou próximo da Terra recentemente, tinha velocidade de 70.000 km/h.

“Esse é uma das passagens mais próximas da Terra por um asteroide que já identificamos”, disse Michael Brown, professor da Universidade Monash, em entrevista ao The New York Post.

O verdadeiro problema

De acordo com a cientista Danica Remy, a preocupação maior não é com os corpos rochosos como os que estrelaram filmes como Armageddon ou Impacto Profundo. O problema, na verdade, são os “mini-asteroides”.

No caso do impacto de um corpo menor, como um medindo aproximadamente 60 metros, uma cidade como Nova York poderia ter a região da ilha de Manhattan completamente destruída. O impacto mataria pelo menos 1,3 milhão de pessoas, de acordo com simulações da Nasa.

“Esse tipo de devastação seria em nível regional, mas traria consequências globais em relação aos sistemas de transporte e rede e também no clima”, afirma Remy. Segundo ela, é preciso estudar a trajetória desses asteroides.

O problema é que isso não é exatamente simples de ser feito. No fim de julho, por exemplo, uma rocha de pouco mais de 135 metros passou a uma distância de 64 mil quilômetros da Terra. Foi o mais próximo que um deles esteve perto do nosso planeta em mais de um século. A descoberta foi feita por astrônomos brasileiros.

Outro caso, esse ainda pior, ocorreu em 2013. Na ocasião, um asteroide de 16 metros entro na atmosfera na cidade de Chelyabinsk, na Rússia. O impacto da rocha com o solo causou danos em pequenas estruturas e deixou mais de mil pessoas feridas.

Imagens da queda do meteoro em Chelyabinsk:

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