Redação Pragmatismo
Lula 11/Apr/2019 às 08:00 COMENTÁRIOS

"Lula não roubou um tostão", admite Paulo Guedes

"Estamos convencidos de que Lula não roubou um tostão. E seu patrimônio prova isso. Ele não teve foi quem o avisasse do que acontecia em torno de seu governo. Acabou vítima do jeito de fazer política no Brasil", admite Paulo Guedes, superministro de Bolsonaro

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Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Bolsonaro (Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom | ABr)

Em reunião com seis presidentes de tribunais de contas estaduais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há um ano na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

De acordo com o Blog do Juca Kfouri, o ministro afirmou: “Estamos convencidos de que Lula não roubou um tostão. E seu patrimônio prova isso. Ele não teve foi quem o avisasse do que acontecia em torno de seu governo. Acabou vítima do jeito de fazer política no Brasil. Serve como exemplo“.

A declaração do ministro, que é colega do ex-juiz federal e atual ministro da Justiça Sérgio Moro no governo de Jair Bolsonaro (PSL), foi a que mais chamou atenção dos presentes, conforme Kfouri.

Mas Guedes não perdeu a oportunidade de defender as reformas. E até usou “tom catastrofista“: “Em Brasília estamos como em Versalhes: à espera da guilhotina.”

Inconsistências

Condenado em primeira e segunda instância no caso do tríplex, Lula teve a pena fixada em 12 anos e um mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O entendimento de juristas é de que, logo depois da Páscoa, mais precisamente no dia 23, a condenação do ex-presidente por corrupção seja mantida no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa acredita que Lula deverá ser absolvido da acusação de lavagem de dinheiro, porque o ex-presidente não incorporou o imóvel, logo não estaria caracterizado o crime de lavagem de dinheiro.

Sérgio Moro condenou Lula a seis anos de prisão por corrupção passiva e três anos e seis meses por lavagem de dinheiro. O TRF-4 aumentou a pena em 29%. Caso ocorra a exclusão do crime de lavagem de dinheiro, a pena poderá ser reduzida de imediato e resultar na progressão de regime.

Com mais de um ano de prisão, completados no último domingo, Lula já estaria em vias de cumprir um sexto da pena e, automaticamente, conseguiria a mudança na forma de cumprimento da sentença, indo para o semiaberto. Neste caso, o ex-presidente teria o direito de trabalhar durante o dia, mas o sistema penitenciário não seria capaz de garantir a segurança do petista, o que levaria, por tabela, à prisão domiciliar.

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