Redação Pragmatismo
Rio de Janeiro 12/Mar/2019 às 22:27 COMENTÁRIOS

Casa do acusado de matar Marielle Franco pode valer R$ 4 milhões

Residência do policial militar Ronnie Lessa tem 420 metros, cinco suítes e fica na Barra da Tijuca, no mesmo condomínio (e rua) de Jair Bolsonaro. Casa é avaliada em até R$ 4 milhões

Jair Bolsonaro Ronnie Lessa casa
Bolsonaro e Ronnie Lessa não apenas moram no mesmo condomínio, como também são praticamente vizinhos

Avenida Lúcio Costa 3100, Barra da Tijuca. O endereço, que ficou conhecido durante a campanha presidencial de 2018 quando centenas de pessoas passavam pelo local todos os dias, alcançaria a notoriedade nacional durante a noite em que brasileiros festejaram a vitória de Jair Bolsonaro na portaria do condomínio.

Mas nesta terça-feira (12) um novo episódio colocou o Vivendas da Barra em evidência novamente no noticiário. Ronnie Lessa, sargento reformado da Polícia Militar que foi preso durante a madrugada suspeito de ter participado do assassinato de Marielle Franco (PSOL), também mora no condomínio de alto padrão. Por lá, o preço das casas pode variar de R$ 1,6 milhão a R$ 4 milhões de reais, de acordo com anúncios publicados na internet.

Em um dos anúncios, uma casa é anunciada por R$ 4,3 milhões. A residência, de 420 metros, tem cinco suítes. E a segurança é um item indispensável entre as qualidades do imóvel oferecidas pelo anunciante. A discrição, até mesmo entre os moradores, chama a atenção no condomínio de 150 casas distribuídas por sete ruas.

Uma outra coincidência chama a atenção. O sargento reformado da Polícia Militar mora na mesma rua onde o presidente Jair Bolsonaro mantém residência. “As casas são geminadas. Então, tem gente que ocupa o espaço de duas casas, com uma residência maior, e outros que são donos de apenas uma. A do Ronnie é grande porque é equivalente a duas casas”, disse um morador do local.

“Como pode um assassino de alta periculosidade, com armas, acessórios e munições, morar no mesmo condomínio de luxo do presidente da República, sem que os órgãos de inteligência tenham identificado um vizinho desse calibre”, questionou o deputado Humberto Costa (PT) após a prisão de Ronnie Lessa.

Em abril de 2018, um mês depois do assassinato de Marielle Franco, o policial Ronnie Lessa foi alvo de um atentado. Um motoqueiro atirou contra ele, mas Ronnie retornou fogo e não se feriu. Pode ter sido uma tentativa de queima de arquivo.

“Tem mandante [a morte de Marielle] — e tem mandante poderoso”, disse o deputado Marcelo Freixo ao discursar hoje na Câmara dos Deputados.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou a prisão do policial Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. “Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”, disse o presidente.

Bolsonaro disse ainda estar interessado que seja descoberto quem foi o responsável pela tentativa de assassinato da qual foi vítima durante a campanha. “E também estou interessado em saber quem mandou me matar”.

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com informações de Renan Rodrigues, da Agência Globo

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