Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 22/Feb/2019 às 17:21 COMENTÁRIOS

“Nunca vi um cenário como aquele”, diz segurança que salvou Elaine Caparróz

“Se eu demorasse mais quinze minutos, ela estaria morta. Nunca vi um cenário como aquele onde a encontrei [...]”. Empresária que apanhou durante 4 horas recebe alta hospitalar

A empresária Elaine Caparróz
A empresária Elaine Caparróz (reprodução)

“Se eu demorasse mais quinze minutos, ela estaria morta. Nunca vi um cenário como aquele onde a encontrei”.

A frase acima é de Juciley Souza Andrade, de 44 anos. Ele é o segurança responsável por ajudar a salvar a vida da empresária Elaine Caparróz, agredida no último final de semana em seu apartamento na Barra da Tijuca.

Juciley fazia a ronda pelo andar em que Elaine morava quando ouviu gritos e pedidos de socorro, por volta das 4h da manhã de sábado (16). Naquele momento, Elaine já apanhava há 4 horas e lutava para sobreviver.

O agressor é o estudante de direito Vinícius Serra, de 27 anos, que está preso. Juciley afirma que era “impressionante” a quantidade de sangue espalhada por todo o apartamento, num claro sinal de que a mulher tentou se defender de todas as formas.

Juciley desceu para chamar a polícia ao ouvir os gritos de socorro que vinham do apartamento de Elaine. Enquanto aguardava, interceptou Vinícius Serra, que tentava fugir. Deu voz de prisão ao agressor que, então, se sentou na portaria.

“Percebi que era ele devido ao sangue na camisa. Ele não reagiu. Não parecia estar em surto, nem drogado. Só se sentou e colocou as mãos na cabeça, olhando pro chão sem dizer nada”, contou.

Recuperação

Elaine Caparróz recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (22). Segundo o coordenador da clínica médica da Casa de Portugal, Hélio Primo, o agressor Vinícius Batista Serra centralizou a sessão de quatro horas de espancamento no tórax e no rosto.

“A paciente entrou no hospital em estado crítico com muitos traumas, perda de dentes, fraturas generalizadas e não definidas na face e com muitos hematomas, principalmente no rosto e no tórax, onde o agressor concentrou o espancamento, mas também com algumas manchas e mordidas no braço”, disse.

O médico contou que Elaine foi inicialmente levada para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), onde permaneceu dois dias, mas diante da “excelente” evolução do quadro clínico, foi, dois dias depois, transferida para um quarto.

“Ela foi tratada inicialmente no CTI, teve excelente evolução, estabilidade clínica, e teve a função renal resgatada. A partir de então, apresentou excelente evolução clínica e laboratorial, respondeu bem aos medicamentos”, disse.

Em nota divulgada hoje (22), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que Vinícius Batista Serra, acusado de agredir Elaine, está detido em prisão preventiva por tentativa de feminicídio. Ele foi transferido para o Hospital Penal Psiquiátrico Roberto Medeiros, no Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu), zona oeste da cidade, para avaliação psiquiátrica.

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