Redação Pragmatismo
Educação 31/Jan/2019 às 15:05 COMENTÁRIOS

Nota do MEC diz que jornalista brasileiro é ligado a KGB e vira piada nas redes

A internet não sabe se ri ou se chora com a nota do Ministério da Educação. Para além das conspirações, texto está repleto de erros de pontuação e grafia

nota do mec kgb

Internautas não sabem se riem ou se choram com uma nota publicada pelo Ministério da Educação (MEC) que acusa um colunista brasileiro de manter ligações com a KGB, o antigo serviço secreto russo.

Tudo começou quando Ancelmo Gois, do jornal O Globo, denunciou a exclusão de vídeos que contavam a história de de personagens como Karl Marx, Friedrich Engels, Marilena Chauí, Antonio Gramsci e Friedrich Nietzche do site do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines).

Na nota, redigida em caixa-alta, o MEC afirma que o Ines abriu uma sindicância para investigar de quem é a “re-sponsabilidade” sobre o desaparecimento dos vídeos e que tomou a decisão de reinserir o material apagado da plataforma. O MEC também aponta que o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, não está envolvido no caso.

Até a publicação desse texto, os vídeos ainda não estavam disponíveis. Além dos pensadores alinhados com a esquerda, as buscas que envolvem os verbetes “LGBTs” e “feminismo”, por exemplo, também não retornam resultados.

O trecho mais constrangedor – e que gerou milhares de comentários e compartilhamentos na publicação, no entanto, está no terceiro parágrafo. O MEC associa a figura do jornalista com a de um agente da KGB, da antiga União Soviética, extinta em dezembro de 1991.

“Durante sua vida como docente, o ministro da Educação sempre ensinou e defendeu a pluralidade e o debate de ideias, recusando-se a adotar métodos de manipulação da informação, desaparecimentos de pessoas e de objetos, que eram próprios de organizações como a KGB, que na década de 60, quando da sua fuga do Brasil para a Rússia, protegeu e forneceu identidade falsa para o colunista de O Globo”, diz a nota.

“Ancelmo Gois foi treinado em marxismo e leninismo na escola de formação de jovens quadros do Partido Comunista Soviético”, finaliza.

A repercussão, naturalmente, foi imediata. Confira:

A nota:

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