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Atriz que se mudou para Portugal reclama por ter de cuidar dos filhos sem babá

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No melhor estilo “classe média sofre”, atriz que fez estardalhaço na mídia ao anunciar mudança do Brasil para Portugal reclama por ter de cuidar dos filhos sem babá e empregada doméstica

Luana, os filhos e as babás (Imagem: JC Pereira, RioNews)

A atriz Luana Piovani, finalmente, está em Portugal. Ela anunciou há mais de um ano que se mudaria para o país europeu e, na época, sua decisão repercutiu até na mídia portuguesa (entenda aqui).

Nesta semana, Luana divulgou um vídeo no Youtube para falar de sua nova vida em Portugal. No melhor estilo ‘classe média sofre’, a atriz afirma estar incomodada sem o auxílio de babás e empregadas domésticas.

“A vida [aqui] muda completamente. As crianças tinham uma babá cada um. Aí acordava pra fazer cocô ou xixi e chamava a babá. Agora não tem babá, chama quem? Eu aqui. Então não tenho mais nenhuma noite inteira de sono. Toda noite acordo pra pegar uma chupeta, uma mamadeira…”, disse.

Luana afirmou, no entanto, explicou que o sacrifício de cuidar dos filhos sem empregadas é recompensador. “Vale a pena desde o vinho de dois euros que eu compro até poder andar a qualquer hora na rua sem medo. Os carros param para eu atravessar. Não faria sentido eu só ter ganhos sem nenhum tipo de esforço”, afirmou.

Atualmente, Luana mora com o marido, o surfista Pedro Scooby, e com os três filhos em um duplex enquanto sua casa não fica pronta.

No ano passado, após a prisão de Lula, Luana Piovani foi até Curitiba (PR) e jogou uma maçã em frente a carceragem da Polícia Federal, onde o ex-presidente permanece preso.

“Jurei que quando o Lula fosse preso eu ia vir até a delegacia que ele estava e entregaria uma maçã a ele. Pode parecer besteira, mas eu tô envolvida com isso há 3 anos. Só eu sei quantos posts eu fiz, quantos jornais eu li, quanto eu estudei e quantas noites mal dormidas eu tive (sic) por conta de tudo o que está acontecendo com o nosso País”, justificou.

O Brasil e as domésticas

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), há sete milhões de trabalhadoras e trabalhadores domésticos no Brasil. Trata-se da maior cifra no mundo inteiro, segundo o organismo, que forma parte das Nações Unidas (ONU).

Há alguns anos, o Brasil ratificou um tratado que oferece mais segurança trabalhista a esta categoria. “A decisão de ratificar a Convenção nº 189 confirma sua vontade de estender os direitos básicos a todos os trabalhadores e reforça as medidas já tomadas a nível nacional”, disse, na época, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

Ryder destacou ainda que os trabalhadores domésticos são o contingente que mais sofre com condições precárias e salários baixos.

No entanto, o número de pessoas com carteira assinada aumentou de 17,8% em 1995 para 30,4% em 2015, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Foi nesse ano que a chamada PEC das domésticas foi regulamentada, garantindo a esta categoria os mesmos direitos das demais, como jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 semanais, seguro desemprego, auxílio doença, entre outros.

A renda média saltou 64% neste mesmo período de 20 anos, chegando a 739 reais em 2015 e aumentando para 852 reais — menos que um salário mínimo — em dezembro de 2017.

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