Redação Pragmatismo
Governo 08/Jan/2019 às 17:36 COMENTÁRIOS

Mourão fala em 'meritocracia' após filho triplicar salário no Banco do Brasil

Filho do vice-presidente da República é promovido a assessor especial do presidente do Banco do Brasil e passará a ganhar R$ 36,3 mil por mês. A nova função equivale a um cargo de executivo. Funcionários dizem que ascensão é inusual e Mourão fala em 'meritocracia'

filho de Mourão Banco Brasil
Filho de Mourão é promovido um dia depois de Bolsonaro nomear novo presidente do BB

A informação de que o filho do atual vice-presidente da República foi promovido a assessor especial do presidente do Banco do Brasil virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nesta terça-feira (8).

A nomeação de Antônio Hamilton Rossell Mourão para o cargo ocorre um dia depois da posse do novo presidente do banco, Rubem Novaes, nomeado por Jair Bolsonaro na última segunda-feira (7).

Rosell Mourão vai ganhar um salário mensal de cerca de R$ 36 mil. A nova função equivale a um cargo de executivo. Antes da nomeação, ele recebia por volta de R$ 12 mil no mesmo BB. Sua mulher, Silvia Letícia Zancan Mourão, também é funcionária do banco.

A forma como o filho de Mourão subiu na carreira foi considerada inusual por funcionários. A ascensão, segundo eles, costuma ser progressiva.

Segundo o estatuto do BB, o presidente tem direito a nomear três assessores especiais. Pela tradição, ele se cerca de especialistas na área jurídica, de comunicação e do agronegócio.

Na última segunda (7), Rubem Novaes afirmou que a instituição vai “reverter o quadro e fazer brasileiros se sentirem honrados” com uma gestão “eficiente, transparente e honrada”.

“Meritocracia”

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (8) que a promoção de Rosell ocorreu por meritocracia e nada tem a ver com o fato de ele ser seu filho.

“Ele possui mérito e foi duramente perseguido anteriormente por ser meu filho”, disse o general.

Segundo o professor Carlos Ary Sundfeld, que dá aulas de Direito Público na Fundação Getúlio Vargas (FGV), embora a indicação seja eticamente questionável, ela não se enquadra nos casos em que a Justiça considera nepotismo.

Para isso, seria necessário que o funcionário tivesse sido nomeado pelo próprio parente para exercer cargo na mesma instituição pública.

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