Redação Pragmatismo
Corrupção 08/Jan/2019 às 18:01 COMENTÁRIOS

Esposa e filhas de Queiroz debocham do Ministério Público

Esposa e filhas seguem exemplo de Queiroz e também faltam a depoimento no Ministério Público. Após mais um deboche, Promotoria diz que pode quebrar sigilos da família do ex-assessor de Flávio Bolsonaro

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Queiroz e Nathalia, uma de suas filhas

As filhas e a mulher do policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não compareceram ao depoimento no Ministério Público sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), marcado para a tarde desta terça-feira (8).

Nathalia e Evelyn Queiroz e Marcia Aguiar seguiram o exemplo do próprio Queiroz, que não compareceu a nenhum dos depoimentos para os quais foi convocado, mas concedeu uma confusa entrevista ao SBT.

O Ministério Publico do Rio, por meio de sua assessoria, informou que não foi notificado oficialmente da ausência.

O ex-funcionário foi apontado num relatório do Coaf com movimentações atípicas na conta dele. O então assessor movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017. Da mesma conta, saíram R$ 24 mil depositados em uma conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O relatório foi produzido na Operação Furna da Onça, conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar corrupção na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A ação resultou na decretação da prisão de dez deputados estaduais.

Também foram citadas movimentações entre o ex-assessor e suas filhas Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz. As duas já foram lotadas nos gabinetes de Flávio na Alerj. Nathalia, que é personal trainer, também já foi lotada no gabinete do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até o mês de novembro.

Nathalia é citada em dois trechos do relatório. O documento não deixa claro os valores individuais das transferências entre ela e seu pai, mas junto ao nome dela está o valor total de R$ 84 mil. A filha do PM foi nomeada em dezembro de 2016 para trabalhar como secretária parlamentar no gabinete de Bolsonaro na Câmara.

No dia 15 de outubro deste ano ela foi exonerada, mesma data em que seu pai deixou o gabinete de Flávio, na Alerj. Nathalia recebeu em setembro, pelo gabinete de Jair, um salário de R$ 10.088,42.

Quebra de sigilo

Em nota divulgada no final da tarde de hoje, o Ministério Público informou que poderá quebrar os sigilos de Fabrício Queiroz e de seus familiares.

“O MPRJ tem informações que permitem o prosseguimento das investigações, com a realização de outras diligências de natureza sigilosa, inclusive a quebra dos sigilos bancário e fiscal”, afirmou o MP no texto.

O MP já “sugeriu” o comparecimento de Flávio Bolsonaro ao órgão, nesta quinta-feira (10). Por prerrogativa parlamentar, porém, ele pode indicar nova data para seu depoimento.

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