João Miranda
Colunista
Política 02/Jan/2019 às 17:48 COMENTÁRIOS

Bolsonaro reduz salário mínimo, mas garante que perdoará a dívida de R$ 17 bi de ruralistas

O aumento do salário mínimo é o menor em 24 anos.

Em vídeo que circula nas redes, Bolsonaro disse não ser justo que o agronegócio seja penalizado com mais impostos

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça feira, 1º, decreto que reduz salário mínimo para R$ 998, oito reais a menos do que o aumento previsto no orçamento enviado ao Congresso Nacional.


O valor atual é de R$ 954. O ato foi um dos primeiros realizados pelo presidente em seu governo.

Obedecendo as regras estabelecidas no Governo do PT, em 2012, o governo Temer previa aumentar o salário mínimo para R$1.006,00.

Enquanto reduz o salário de milhares de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros, Bolsonaro garante que perdoará dívida bilionária de ruralistas. Pelas contas da Receita Federal, será um impacto da ordem de R$ 17 bilhões aos cofres públicos.

O perdão desse rombo bilionário acumulado por produtores rurais e agroindústrias com o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) poderá ser realizado através da aprovação da Lei 9.525/2017.

De acordo com o secretário de Assuntos Fundiários no Ministério da Agricultura, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia, Bolsonaro garantiu que vai trabalhar para aprovar essa lei, anistiando os ruralistas.

“Conversei com o Bolsonaro esses dias na Granja do Torto e ele garantiu que vai cumprir sua promessa de campanha de que faria tudo para resolver o problema do Funrural, e resolver está muito claro o que é: aprovar a lei que isenta o pagamento retroativo”, disse Garcia ao Valor Econômico, no mês passado.

O deputado Marcelo Freixo (PSOL) criticou a manobra de Bolsonaro. “O orçamento para 2019 previa salário mínimo de R$ 1.006, mas @jairbolsonaro assinou decreto estabelecendo R$ 998. Esses R$ 8 a menos fazem diferença na vida dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, ele anuncia que perdoará a dívida de R$ 17 bilhões de ruralistas com a União”, disse Freixo no Twitter.

Com toda certeza, ao reduzir o salário mínimo e beneficiar ruralistas, o novo presidente deixa mais uma vez claro que quem está acima de tudo não é Deus, muito menos a família, mas sim o mercado.

*João Elter Borges Miranda é professor de história formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalha na rede pública do Estado do Paraná e milita na Frente Povo Sem Medo, Frente Ampla Antifascista e Intersindical. Email: [email protected]

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Comentários

  1. Edison Carleti Postado em 06/Jul/2019 às 00:33

    ACORDA ESQUERDA BRASILEIRA! Já passou da hora das forças representativas de nossa esquerda saírem do mundo virtual e irem às ruas em peso. Temos eu ganhar as massas. E urgente! Não demorará muito e o governo da Besta Mitológica estará em ruínas. Mas, se dormirmos no ponto quem poderá continuar com as rédeas nas mãos ainda será a extrema direita, só que dessa vez através dos mílicos, os quais estão ansiosos para que na primeira oportunidade que der tirar o capitãozinho da jogada. Afinal de contas, pela hierarquia militar um capitão jamais poderá ser superior a generais. Ainda tem muita gente desmiolada que quer porque quer a volta dos generais ao poder. E para isso sem o mínimo constrangimento saem às ruas ganhando a opinião pública. A causa deles pode ser a mais estapafúrdia possível, mas temos que reconhecer que estão fazendo o que lhes compete, colhendo frutos de tudo isso. A eleição da Besta foi o primeiro grande passo que deram. Temos que inverter o jogo. Chega de deixar as massas nas mãos da direita. Precisamos de atos e manifestações em dias e horários nos quais o trabalhador comum possa participar. Na situação atual, tirar o trabalhador de seu expediente de trabalho para participar em atos é muito complicado. Vamos copiar, sem constrangimento algum, a ideia dos grupos de direita que organizavam protestos aos finais de semana. Isso é muito mais sensato. E quando percebermos que as massas estão conosco, aí sim podemos transferir esses atos para os dias da semana. E num estágio mais avançado declararmos dias de paralisações gerais. Tudo tem seu começo. Se num primeiro ato houver um contingente pequeno, sem problemas. Que façamos outro e mais outro ato, os quantos forem necessários para paulatinamente ganharmos as massas. O que não podemos fazer é ficarmos boquiabertos assistindo bestializados pela TV aos desmandos da Besta. RESISTÊNCIA JÁ!

  2. Eduardo Ribeiro Postado em 06/Jul/2019 às 00:33

    Então....enquanto reduz EM OITO REAIS o salário de milhares de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros que precisam desse valor, Bolsonaro garante que perdoará dívida de RURALISTAS da ordem de DEZESSETE BILHÕES (!!). Vai foder trabalhador e brasileiros com filho pra criar, sem esconder, sem nenhuma vergonha, CONFORME AVISADO. E será assim porque vai governar explicita e exclusivamente pra favorecer burgues e toda sorte de parasita bilionario que não precisa de ajuda nenhuma, CONFORME AVISADO TAMBEM.....classe média que pensa que é elite porque tem o holerite um tiquinho mais pesado não se enquadra ai....sua parte nisso, seu trouxa, é tomar spray de pimenta na cara feito anteontem na posse.

  3. Pedro Postado em 06/Jul/2019 às 00:33

    Tem que anistiar mesmo, ou os bocós daqui querem entregar ainda mais dinheiro para o Bolsonaro? O mesmo cara que não entende nada de nada. Melhor o povo mais rico que o governo Bolsonaro com mais dinheiro. Deixem de ser doentes!

  4. Luiz Abujamra Postado em 06/Jul/2019 às 00:33

    Juro que nao entendo como alguem pode levar uma materia dessa a serio. Serio mesmo. Voces sao doentes.

  5. Carlos Nery Postado em 05/Jul/2019 às 16:37

    Página COMUNISTA é uma piada... sempre será. O que será quem na cabeça dessa gente?