Redação Pragmatismo
Barbárie 13/Nov/2018 às 14:01 COMENTÁRIOS

Testemunha conta versão diferente sobre a morte de Daniel Corrêa

Depoimento de nova testemunha reacende dúvidas sobre o que realmente aconteceu nos instantes que antecederam a tortura e morte do jogador Daniel Correa, de 24 anos

Daniel Correa assassinato
Daniel Correa foi torturado e teve o pênis mutilado

O depoimento de uma nova testemunha reacende dúvidas sobre o que realmente aconteceu nos instantes que antecederam a tortura e a morte do jogador Daniel Corrêa, de 24 anos.

Uma jovem de 19 anos que se relacionou com o jogador horas antes do crime relatou à polícia que um pedaço de colchão com sangue e documentos de Daniel foram queimados por ordem do empresário Edison Brittes.

A jovem, que teve o nome preservado pela polícia, afirmou que não conhecia Daniel, que o beijou apenas no camarote da Shed — casa noturna em Curitiba onde a festa de Allana Brittes ocorreu, e que os dois conversaram sobre assuntos triviais.

A testemunha afirmou que Daniel chegou à casa da família Brittes, onde a comemoração continuou depois, sem ser convidado e que ele “não aparentava estar embriagado”. Daniel, de acordo com ela, estava “tranquilo e conversava normalmente”.

Detalhes

A testemunha contou que estava dormindo antes das agressões contra Daniel começarem e que “não ouviu em nenhum momento qualquer solicitação de socorro por parte de Cris [Cristina Brittes, esposa de Edison]”. Disse, ainda, que, em momento algum, Cristiana relatou “abuso sexual ou estupro por parte de Daniel”.

Durante o depoimento, a jovem também falou que viu Cristiana Brittes chamando Allana Brittes e dizendo: “Ajuda, desce, senão seu pai vai matar o menino”.

Afirmou que, pouco depois, viu Edison Brittes segurando Daniel pelo pescoço no quarto do casal e que o jogador “não falava nada”. A testemunha também contou que, ao chegar ao quarto, Edison Brittes também deu tapas no rosto da mulher.

Nesse momento, conforme a testemunha, Edison Brittes mandou que a porta fosse fechada e Allana Brittes obedeceu.

Em seguida, conforme o depoimento, Eduardo Henrique da Silva, Ygor King e David Willian da Silva, os outros três presos por envolvimento no crime, entraram no cômodo. A defesa deles diz que o trio não participou do assassinato.

“Que, enquanto estava na sala, ouvia de dentro do quarto Júnior dizendo ‘Seu vagabundo, quem mandou mexer com mulher casada, no meu quarto, com a minha mulher'”, diz trecho do depoimento.

A jovem ainda relatou que viu um dos convidados, que não foi preso, pegando na cozinha a faca usada no crime. “Uma faca grande, lisa, de cortar carne”, descreveu a jovem.

A testemunha afirmou que Cristiana Brittes dizia que não era para deixar Edison Brittes fazer nada. Então, “Júnior a questionou, dizendo ‘Você está defendendo esse vagabundo'”, diz trecho do depoimento.

A testemunha disse que, depois das agressões, Daniel foi colocado em um cobertor no porta-malas do carro.

“Matei ele”

De acordo com a jovem, quando Edison Brittes voltou, com roupas diferentes e uma garrafa de água grande, a filha questionou o que o pai tinha feito. “Júnior apenas disse ‘matei ele’ e Allana questionou como, mas Júnior ficou em silêncio”, diz trecho do depoimento.

A testemunha também contou que Edison Brittes comentou que “havia matado o gambá” e que “não ia aguentar” Daniel Correa depois de vê-lo na cama com a mulher.

Por fim, a jovem disse que foi orientada por Edison Brittes a dizer para a polícia que Daniel tinha ido embora sem dizer nada.

Investigação

Até o momento, pelo menos 14 pessoas foram ouvidas. Segundo a polícia, o crime aconteceu depois de uma festa em comemoração ao aniversário de 18 anos da filha de Edison Brittes, Allana Brittes. Edison Brittes confessou ter matado Daniel Correa.

Ele afirmou que cometeu o crime porque o jogador tentou estuprar a mulher dele, Cristiana Brittes. A família Brittes está presa e deve ser indiciada por homicídio qualificado e coação de testemunhas.

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