Redação Pragmatismo
Cinema 06/Nov/2018 às 18:36 COMENTÁRIOS

Lista de 100 melhores filmes estrangeiros tem apenas 1 brasileiro

67 críticos de 24 países foram consultados para elaborar o ranking dos 100 melhores filmes de todos os tempos não falados em inglês. Apenas 1 brasileiro entrou para a lista

Lista de 100 melhores filmes estrangeiros tem apenas 1 brasileiro
Montagem: Pragmatismo

As já famosas listas de cinema da BBC ganharam mais uma edição. Depois de seleções como a de 100 Maiores Filmes Americanos e de 100 Melhores Filmes do Século 21, agora foi a vez de os críticos convidados pela rede britânica elencarem os 100 Melhores Filmes Estrangeiros –como eles se referem às películas não faladas em inglês.

Os 100 filmes eleitos são dirigidos por 67 cineastas de 24 países e falados em 19 idiomas diferentes. Para a formulação da lista, a BBC convidou 209 críticos de 43 países diferentes.

A língua francesa predominou: 27 dos filmes mais bem cotados são falados em francês, seguidos por 12 em mandarim e 11 em italiano e japonês. No outro extremo da escala, várias línguas foram representadas por apenas um filme, como o português (Cidade de Deus), o romeno (4 meses, 3 semanas e 2 dias) e o wolof, dialeto senegalês (A Viagem da Hiena).

Analisando o resultado, um destaque negativo é a escassez de filmes dirigidos ou codirigidos por mulheres, com apenas 4 título. Entre os críticos convidados, as mulheres representavam 45%.

Nessa pequena amostra está o brasileiro Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, que ficou na 42ª posição, na frente de grandes e aclamados clássicos, como Stalker (de Andrei Tarkovsky), Jules e Jim – Uma Mulher para dois (François Truffaut), O Desprezo (Jean-Luc Godard), O Eclipse (Michelangelo Antonioni) e A Bela da Tarde (Luis Buñuel), por exemplo.

Curiosamente, o diretor com mais produções na lista não é o autor do vencedor. Quem aparece mais vezes é o sueco Ingmar Bergman, com 5 filmes, um a mais que o japonês Akira Kurosawa, que encabeça o ranking com Os Sete Samurais (1954). Amado em todo mundo, o diretor parece não fazer a cabeça de seus compatriotas. Entre os 6 críticos japoneses ouvidos, nenhum deles escolheu sequer um filme de Kurosawa.

Japão e Itália dividem a maior quantidade de filmes no top 10. Entre os japoneses, dois de Kurosawa (Os Sete Samurais e Rashomon) e um de Yasujirô Ozu (Era uma vez em Tóquio). Já entre os italianos, dois de Federico Fellini (A Doce Vida e Oito e Meio) e um de Vittorio de Sica (Ladrões de Bicicleta)

Veja aqui a lista completa:

100. Cinzas e Diamantes (Polônia, 1958) – Andrzej Wajda

99. Paisagem na Neblina (Grecia, 1988) – Theo Angelopoulos

98. No Calor do Sol (China, 1994) – Jiang Wen

97. Gosto de Cereja (Irã, 1997) – Abbas Kiarostami

96. Shoah (França, 1985) – Claude Lanzmann

95. Nuvens Flutuantes (Japão, 1955) – Mikio Naruse

94. Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (Irã, 1987) – Abbas Kiarostami

93. Lanternas Vermelhas (China, 1991) – Zhang Yimou

92. Cenas de um Casamento (Suécia, 1973) – Ingmar Bergman

91. Rififi (França, 1955) – Jules Dassin

90. Hiroshima Meu Amor (França, 1959) – Alain Resnais

89. Morangos Silvestres (Suécia, 1957) – Ingmar Bergman

88. Crisântemos Tardios (Japão, 1939) – Kenji Mizoguchi

87. As Noites de Cabíria (Itália, 1957) – Federico Fellini

86. La jetée (França, 1962) – Chris Marker

85. Umberto D (Itália, 1952) – Vittorio de Sica

84. O Discreto Charme da Burguesia (França, 1972) – Luis Buñuel

83. A Estrada (Itália, 1954) – Federico Fellini

82. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (França, 2001) – Jean-Pierre Jeunet

81. Céline e Julie vão de Barco (França, 1974) – Jacques Rivette

80. Os Esquecidos (México, 1950) – Luis Buñuel

79. Ran (Japão, 1985) – Akira Kurosawa

78. O Tigre e o Dragão (China – Taiwán, 2000) – Ang Lee

77. O Conformista (Itália, 1970) – Bernardo Bertolucci

76. E Sua Mãe Também (México, 2001) – Alfonso Cuarón

75. A Bela da Tarde (França, 1967) – Luis Buñuel

74. Pedro, o Louco (França, 1965) – Jean-Luc Godard

73. O Homem da Câmera (União Soviética, 1929) – Dziga Vertov

72. Viver (Japão, 1952) – Akira Kurosawa

71. Felizes Juntos (China, 1997) – Wong Kar-wai

70. O Eclipse (Italia, 1962) – Michelangelo Antonioni

69. Amor (França, Áustria, 2012) – Michael Haneke

68. Contos da Lua Vaga (Japão, 1953) – Kenji Mizoguchi

67. O Anjo Exterminador (México, 1962) – Luis Buñuel

66. O Medo Consome a Alma (Alemanha, 1973) – Rainer Werner Fassbinder

65. A Palavra (Dinamarca, 1955) – Carl Theodor Dreyer

64. A Liberdade é Azul (França, 1993) – Krzysztof Kieślowski

63. Primavera numa Pequena Cidade (China, 1948) – Fei Mu

62. A Viagem da Hiena (Senegal, 1973) – Djibril Diop Mambéty

61. Intendente Sansho (Japão, 1954) – Kenji Mizoguchi

60. O Desprezo (França, 1963) – Jean-Luc Godard

59. Vá e Veja (União Soviética, 1985) – Elem Klimov

58. Desejos Proibidos (França, 1953) – Max Ophüls

57. Solaris (União Soviética, 1972) – Andrei Tarkovsky

56. Amores Expressos (China, 1994) – Wong Kar-wai

55. Jules e Jim – Uma Mulher para dois (França, 1962) – François Truffaut

54. Comer Beber Viver (Taiwan, 1994) – Ang Lee

53. A Grande Testemunha (França, 1966) – Robert Bresson

52. Pai e Filha (Japão, 1949) – Yasujirô Ozu

51. Os Guarda-Chuvas do Amor (França, 1964) – Jacques Demy

50. A Atalante (França, 1934) – Jean Vigo

49. Stalker (União Soviética, 1979) – Andrei Tarkovsky

48. Viridiana (Espanha, México, 1961) – Luis Buñuel

47. 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (Romênia, 2007) – Cristian Mungiu

46. O Boulevard do Crime (França, 1945) – Marcel Carné

45. A Aventura (Itália, 1960) – Michelangelo Antonioni

44. Cléo das 5 às 7 (França, 1962) – Agnès Varda

43. Bom Trabalho (França, 1999) – Claire Denis

42. Cidade de Deus (Brasil, 2002) – Fernando Meirelles e Kátia Lund

41. Tempo de Viver (China, 1994) – Zhang Yimou

40. Andrei Rublev (União Soviética, 1966) – Andrei Tarkovsky

39. Close-Up (Irã, 1990) – Abbas Kiarostami

38. Um Dia Quente de Verão (Taiwan, 1991) – Edward Yang

37. A Viagem de Chihiro (Japão, 2001) – Hayao Miyazaki

36. A Grande Ilusão (França, 1937) – Jean Renoir

35. O Leopardo (Itália, 1963) – Luchino Visconti

34. Asas do Desejo (Alemanha, 1987) – Wim Wenders

33. Playtime – Tempo de Diversão (França, 1967) – Jacques Tati

32. Tudo Sobre Minha Mãe (Espanha, 1999) – Pedro Almodóvar

31. A Vida Dos Outros (Alemanha, 2006) – Florian Henckel von Donnersmarck

30. O Sétimo Selo (Suécia, 1957) – Ingmar Bergman

29. Oldboy (Coreia do Sul, 2003) – Park Chan-wook

28. Fanny e Alexander (Suécia, 1982) – Ingmar Bergman

27. O Espírito da Colmeia (Espanha, 1973) – Víctor Erice

26. Cinema Paradiso (Itália, 1988) – Giuseppe Tornatore

25. Yi Yi (Taiwan, Japão, 2000) – Edward Yang

24. O Encouraçado Potemkin (União Soviética, 1925) – Sergei M. Eisenstein

23. A Paixão de Joana d’Arc (França, 1928) – Carl Theodor Dreyer

22. O Labirinto do Fauno (Espanha, México, Estados Unidos, 2006) – Guillermo del Toro

21. A Separação (Irã, 2011) – Asghar Farhadi

20. O Espelho (União Soviética, 1974) – Andrei Tarkovsky

19. A Batalha de Argel (Itália, Argélia, 1966) – Gillo Pontecorvo

18. A Cidade do Desencanto (Taiwan, 1989) – Hou Hsiao-hsien

17. Aguirre, a Cólera dos Deuses (Alemanha, 1972) – Werner Herzog

16. Metrópolis (Alemania, 1927) – Fritz Lang

15. A Canção da Estrada (Índia, 1955) – Satyajit Ray

14. Jeanne Dielman (Bélgica, 1975) – Chantal Akerman

13. M – O Vampiro de Düsseldorf (Alemanha, 1931) – Fritz Lang

12. Adeus, Minha Concubina (China, 1993) – Chen Kaige

11. Acossado (França, 1960) – Jean-Luc Godard

10. A Doce Vida (Itália, 1960) – Federico Fellini

9. Amor À Flor da Pele (China, 2000) – Wong Kar-wai

8. Os Incompreendidos (França, 1959) – François Truffaut

7. Oito e Meio (Itália, 1963) – Federico Fellini

6. Persona (Suécia, 1966) – Ingmar Bergman

5. A Regra do Jogo (França, 1939) – Jean Renoir

4. Rashomon (Japão, 1950) – Akira Kurosawa

3. Era Uma Vez em Tóquio (Japão, 1953) – Yasujirô Ozu

2. Ladrões de Bicicletas (Itália, 1948) – Vittorio de Sica

1. Os Sete Samurais (Japão, 1954) – Akira Kurosawa

Rafael Argemon, Huffpost

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