Redação Pragmatismo
Corrupção 09/Nov/2018 às 13:47 COMENTÁRIOS

Cantor que atacou Fernanda Lima é suspeito de estelionato

Além de xingar Fernanda Lima de "imbecil" e outros nomes, cantor Eduardo Costa bradou que a "mamata dessa gente" [que não está com Bolsonaro] vai acabar. Acusado de estelionato, o sertanejo prestou depoimento na delegacia

Eduardo Costa Bolsonaro
Eduardo Costa

O nome do cantor Eduardo Costa chegou aos trending topics do Twitter nesta quinta-feira (8) após os xingamentos que proferiu contra Fernanda Lima.

O sertanejo se irritou com o discurso sobre empoderamento feminino da apresentadora e, além de chamá-la de “imbecil”, disse que a ‘mamata dessa senhora’ que faz programa para ‘esquerdista maconheiro’ vai acabar.

“Bolsonaro não está sozinho, o povo está com ele, a senhora pode ter certeza. O Brasil vai sabotar é a senhora, se Deus quiser. Sérgio Moro vai começar a ajudar a sabotar, pode esperar”, ameaçou o cantor.

Rodrigo Hilbert, marido de Fernanda Lima, se manifestou. Confira aqui.

Junto com Alexandre Frota e Regina Duarte, Eduardo Frota foi o artista mais engajado na campanha de Jair Bolsonaro para a Presidência da República.

Estelionato

Embora recorra com frequência aos argumentos da ética, da moral, da família tradicional e dos bons costumes, o telhado de Eduardo Costa parece ser mais frágil do que os seus discursos sugerem.

Há 3 meses, o músico prestou depoimento no Departamento Estadual de Investigação de Fraudes, em Belo Horizonte (MG).

De acordo com o delegado Vinícius Dias, o sertanejo é suspeito de estelionato em um inquérito que investiga a venda de uma casa no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio, no Sul de Minas, avaliada em cerca de R$ 7 milhões.

A polícia afirma que o sertanejo negociou o imóvel com um casal em troca de uma casa na Região da Pampulha, na capital mineira. A diferença de valores (R$ 2 milhões) seria paga com uma lancha, uma carro de luxo e uma moto aquática.

O delegado afirma que o casal que comprou a casa de Eduardo Costa, ao tentar registrar o imóvel, de cerca de 4 mil metros quadrados, percebeu que ele era alvo de uma ação civil pública, em que o Ministério Público Federal (MPF) pedia a demolição parcial porque o terreno estaria em uma área de preservação permanente.

As investigações começaram em outubro do ano passado e, de acordo com o delegado, estão em fase de finalização. O crime de estelionato qualificado por alienação onerosa de bens em litígio tem pena prevista de um a quatro anos de reclusão.

Lágrimas

Eduardo Costa foi às lágrimas após a confirmação da vitória de Jair Bolsonaro na noite de 28 de outubro. A comemoração foi registrada em vídeo:

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