Redação Pragmatismo
Educação 22/Nov/2018 às 13:32 COMENTÁRIOS

Bancada evangélica joga duro por Ministério da Educação

Líder da bancada evangélica afirma que a frente parlamentar não aceitará, em hipótese alguma, a indicação do professor Mozart Neves Ramos – cogitado por Bolsonaro para o Ministério da Educação

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(Imagem: lideranças da bancada evangélica na Câmara dos Deputados)

Jair Bolsonaro (PSL) enfrenta problemas para indicar o futuro ministro da Educação. Desde que cogitou para a pasta o nome de Mozart Neves Ramos, diretor do instituto Ayrton Senna, o presidente eleito precisou lidar com a forte reação dos seus aliados evangélicos.

Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), um dos líderes da bancada evangélica na Câmara, afirma que o nome de Mozart não será digerido pelo grupo religioso.

“Nós não vamos indicar qualquer nome, mas nos sentimos no direito de vetar quem for de outro campo ideológico porque ajudamos a construir a candidatura de Bolsonaro”, afirmou o deputado.

Para Sóstenes, o atual diretor do Instituto Ayrton Senna é um intelectual sem identificação ideológica com Bolsonaro e os segmentos que o ajudaram a se eleger, como os evangélicos.

“Queremos que o governo dê certo na economia, isso é importante. Mas demoramos para chegar a um governo ideologicamente afinado conosco, não vamos deixar que o cérebro dele, que é o Ministério da Educação, fique com a esquerda”, acrescentou.

O parlamentar disse ainda que a resposta dos evangélicos no Congresso será imediata caso Bolsonaro insista em indicar um nome não alinhado: “Vamos virar todos talibãs”.

Segundo o deputado, o futuro ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni prometeu que o novo chefe da Educação só será anunciado depois do encontro de lideranças da bancada evangélica com Bolsonaro, marcado para a próxima terça-feira (27).

Mozart Neves Ramos

Diversos veículos de comunicação divulgaram nesta semana que o diretor do Instituto Ayrton Senna foi convidado na semana passada pelo presidente eleito para o Ministério da Educação e aceitou o convite.

Ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e ex-secretário estadual de Educação, Mozart é considerado um nome moderado. Também presidiu o movimento Todos Pela Educação.

O perfil do pernambucano, porém, desagrada aos evangélicos que apoiaram Bolsonaro. Eles defendem um ministro que se posicione claramente a favor do projeto Escola Sem Partido, proposta encampada por aliados do futuro presidente contra o que chamam de “doutrinação partidária” por professores, e a discussão sobre questões de gênero em sala de aula.

com informações de G1 e Congresso em Foco

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