Redação Pragmatismo
Eleições 2018 03/Oct/2018 às 13:57 COMENTÁRIOS

Imagem falsa de Manuela D'Ávila com blusa 'Jesus é travesti' viraliza nas redes

Foto espalhada por apoiadores de Jair Bolsonaro mostra Manuela D'Ávila usando uma camiseta preta com a frase "Jesus é travesti". Milhares de pessoas estão compartilhando a imagem montada como se fosse verdade

Manuela D'Ávila fake news imagens

Circula na internet a imagem da deputada Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB à Vice-Presidência da República na chapa de Fernando Haddad (PT), usando uma camiseta preta com a frase “Jesus é travesti”.

Ontem (2), a candidata postou na sua conta do Twitter a imagem original, em que está escrito “Rebele-se” na camiseta, e pediu ajuda para desmentir a notícia falsa. “Prestem atenção! Mentiras não passarão! Nos ajudem a compartilhar a verdade!”, escreveu Manuela.

Em outra foto falsa, a candidata aparece com tatuagens dos líderes comunistas Che Guevara e Lenin e olheiras acentuadas.

“Aumentaram minhas olheiras (…) e fizeram mais tatuagens no meu corpo”, escreveu a deputada ainda em 2017, quando a primeira versão manipulada da foto começou a circular. “Tenho muitas tatuagens mesmo e as exibo porque são lindas. Não são esses desenhos feinhos que vocês fizeram de Lenin e Che”, acrescentou.

As imagens têm sido compartilhadas pelo Twitter, pelo Facebook e pelo WhatsApp.

Imagem falsa compartilhada nas redes

Caso mais grave

O caso mais grave, porém, ocorreu na segunda-feira da semana passada (24), quando foram disseminadas notícias de que Manuela estaria envolvida no ataque ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que foi esfaqueado no mês passado em Juiz de Fora, durante ato de campanha.

Por causa das acusações, a coligação entrou com pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reforçar a segurança na campanha. O pedido foi negado pelo ministro Jorge Mussi.

Nas redes sociais da candidata, circularam notícias de que teria ligado para Adélio Bispo de Oliveira, responsável pela facada contra Bolsonaro, para combinar o atentado. Relatório da Polícia Federal concluiu que Adélio agiu sozinho.

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