Redação Pragmatismo
Eleições 2018 19/Sep/2018 às 16:20 COMENTÁRIOS

Vice de Bolsonaro critica crianças de "10, 11 anos estudando filosofia"

Mourão ataca novamente. Artilharia agora é apontada para crianças que "estudam filosofia" ao invés de "matérias mais importantes". Campanha de Bolsonaro está preocupada com as entrevistas do General, mas ainda não encontrou uma maneira de controlá-lo

general Mourão
Hamilton Mourão

O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), General Mourão (PRTB), questionou o fato de as crianças brasileiras estarem “estudando filosofia em vez de se dedicar a outras matérias mais importantes”.

A declaração do general da reserva foi dada nesta terça-feira (18) durante um evento da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado (Facesp).

“Hoje, o nosso ensino fundamental, infantil, básico, ele parou no tempo. Tem uma base curricular complicada, onde eu vejo criança de 10, 11 anos de idade estudando filosofia em vez de estar se dedicando a outras matérias que seriam mais importantes”, disse o vice de Bolsonaro.

No evento, o general ainda tentou justificar a sua recente declaração sobre famílias desajustadas por serem chefiadas por mães e avós.

“Eu fiz uma constatação de algo que ocorre notadamente nas nossas comunidades pobres, porque essas mães e essas avós saem para trabalhar. A grande maioria são cozinheiras, são faxineiras [sic], lidam com a dureza da vida o tempo todo e não têm com quem deixar os seus filhos”, justificou o vice de Bolsonaro.

Cúpula incomodada

A cúpula de campanha de Bolsonaro está incomodada com as recentes declarações de Mourão. Segundo publicou a Folha de S.Paulo, integrantes do núcleo duro da campanha fizeram uma reunião para lavar roupa suja e tentar unificar o discurso. Uma das decisões foi a de tutelar o polêmico general.

Desde que Bolsonaro foi esfaqueado, no dia 6, grupos rivais de seu entorno buscaram protagonismo, aumentando a já notória cacofonia da cadeia decisória do bolsonarismo.

Mourão sobressaiu-se nesse movimento, reivindicando participação em debates no lugar do candidato, só para depois retroceder.

Também cumpriu uma agenda recheada de entrevistas e palestras nos quais algumas de suas polêmicas posições foram evidenciadas, como a citação sobre a eventualidade de um autogolpe presidencial ou a noção de que lares tocados por mulheres pobres são “fábricas de desajustados”.

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