Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 08/Aug/2018 às 15:47 COMENTÁRIOS

Marido praticou "todas as formas de violência" contra advogada morta

Relatório do MP revela que, além da violência física, Luís Felipe Manvailer chamava sua esposa por apelidos humilhantes, obrigava a mulher a fazer todos os serviços domésticos, não ajudava nas tarefas e a proibia de contratar uma diarista. Além disso, ele praticava violência patrimonial

marido Tatiane Spitzner advogada morta
Tatiane Spitzner foi assassinada pelo marido no dia 22 de julho. Os meses que antecederam a sua morte foram também de muito sofrimento

Em denúncia oficial, o Ministério Público do Paraná aponta que Luís Felipe Manvailer praticou “todas as formas de violência possíveis” contra a sua esposa, a advogada Tatiane Spitzner.

No texto, os promotores pedem a manutenção da prisão preventiva do assassino, que está preso desde 22 de julho. O documento revela que o homem obrigava a mulher a fazer todos os serviços domésticos, não ajudava nas tarefas e a proibia de contratar uma diarista, o que caracteriza violência psicológica.

O inquérito também apurou, no que foi classificado como violência moral, que Manvailer insultava Tatiane e a chamava por apelidos humilhantes, como, por exemplo, “bosta albina”.

Luís Felipe Manvailer é ainda acusado de violência patrimonial, por impedir que a vítima usasse o dinheiro que recebia do trabalho de forma livre, como para fazer compras. Em um episódio, ele chegou a rasgar roupas de Tatiane por não gostar delas.

O agressor também foi denunciado por violência física, com agressões graves e em série, gravadas pelas câmeras de segurança, como “tapas, puxões de cabelo, empurrões, chutes, socos, golpes de artes marciais, que inclusive deixaram a vítima desacordada por aproximadamente dois minutos no dia do crime”.

Tatiane já havia tentado se divorciar do marido, mas ele não aceitava. Por conta disso, o homem chegou a passar dias sem falar com ela e revelou sentir “ódio mortal” e “nojo” dela.

Defesa pede transferência

A defesa de Luís Felipe Manvailer pediu que ele seja transferido de onde está preso em Guarapuava, na região central do Paraná, depois de uma suposta tentativa de “tirar a própria vida”.

“A defesa teve conhecimento de que Luís Felipe, profundamente abalado pelo turbilhão emocional sofrido nos últimos dias, vinha apresentando quadro de depressão profunda”, diz o pedido de transferência.

O MP-PR pediu uma avaliação psiquiátrica e psicológica dele com urgência antes da análise do pedido de transferência.

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