Redação Pragmatismo
Mulheres violadas 29/Aug/2018 às 17:17 COMENTÁRIOS

Justiça negou ajuda a mulher assassinada pelo marido

Mulher procurou a Justiça para pedir medida protetiva, mas teve sua solicitação negada. Dez dias depois, ela foi assassinada pelo marido na frente dos filhos

feminicídio Eduardo Gonçalves de Sousa
Eduardo Gonçalves de Sousa está foragido

No último dia 16 de agosto, a Justiça do Distrito Federal negou proteção a Maria Regina Araújo, de 44 anos. A mulher havia solicitado medida protetiva contra o marido, Eduardo Gonçalves de Sousa, 54.

Em 26 de agosto, dez dias depois de ter o pedido de ajuda negado, Maria foi assassinada por Eduardo e se tornou mais uma vítima de feminicídio no Brasil.

O crime aconteceu na casa da vítima em Itapoã (DF). Naquele dia, Maria Regina preparou um almoço de domingo para receber amigos e familiares e colocou um colchão em outro quarto para Eduardo dormir.

Assim que o encontro acabou e as pessoas foram embora, Eduardo atacou Maria. A filha mais nova do casal, de 8 anos, gritou ao irmão, de 18, que o pai estaria enforcando a mãe. O adolescente já encontrou Maria Regina no chão, ensanguentada. O assassino fugiu e permanece foragido.

A filha ainda não sabe da dimensão da tragédia. Nesta segunda-feira (27), ela foi para a escola e disse a pessoas próximas que visitaria a mãe no hospital.

Crime e separação

Testemunhas acreditam que Eduardo premeditou o crime. Uma semana antes de assassinar a companheira, ele pediu demissão do emprego, fez empréstimo e chegou a enviar fotos de caixões para amigas próximas dela – ele acreditava que elas a incentivavam a pedir a separação.

Segundo pessoas próximas à vítima, Maria Regina chegou a comentar sobre os recentes casos de violência contra mulheres e desconfiava que o mesmo poderia acontecer com ela.

Há alguns meses, Maria pediu que Eduardo a deixasse, mas ele exigiu R$ 10 mil para ir embora. Maria Regina conseguiu juntar o valor e ofereceu ao homem, que mesmo assim se recusou a deixar a casa.

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