Redação Pragmatismo
Eleições 2018 20/Aug/2018 às 21:00 COMENTÁRIOS

Bolsonaro chama ONU de 'comunista' após posicionamento a favor de Lula

Jair Bolsonaro promete saída da ONU caso seja eleito presidente. Em discurso durante formatura militar, candidato chamou a Organização das Nações Unidas de um antro "de comunistas”

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O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) declarou, no último sábado, 18, que o Brasil deixará a Organização das Nações Unidas (ONU) caso seja eleito presidente da República.

A afirmação foi feita durante discurso em uma formatura militar após ser questionado sobre como avaliava a recomendação do Conselho de Direitos Humanos da ONU de que o país permita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputar a eleição presidencial.

“Se eu for presidente eu saio da ONU. Não serve pra nada essa instituição”, afirmou Bolsonaro à imprensa, após cerimônia de formatura de cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em Resende, no sul fluminense. “Sim, saio fora, não serve pra nada a ONU. É um local de reunião de comunistas e gente que não tem qualquer compromisso com a América do Sul pelo menos”, completou o candidato.

Mais cedo, Bolsonaro já tinha se manifestado sobre o tema em sua conta pessoal no Twitter: “Há mais ou menos 2 meses falei em entrevista que já teria tirado o Brasil do conselho da ONU, não só por se posicionarem contra Israel, mas por sempre estarem ao lado de tudo que não presta. Este atual apoio a um corrupto condenado e preso é só mais um exemplo da nossa posição”, escreveu o candidato neste sábado.

Lula teve sua candidatura registrada na quarta-feira passada, último dia do prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O petista, no entanto, poderá ser impedido de disputar a eleição, em razão da Lei da Ficha Limpa, que proíbe que cidadãos condenados em segunda instância, como é o caso do ex-presidente, sejam candidatos.

Na sexta-feira, porém, o órgão Conselho de Direitos Humanos da ONU solicitou que o Brasil tome todas as medidas necessárias para que Lula possa desfrutar e exercer os direitos políticos, enquanto esteja na prisão, como candidato para as eleições presidenciais.

O Conselho é formado por especialistas independentes que monitoram a implementação, pelos Estados partes, dos principais tratados internacionais de direitos humanos adotados pela Assembleia Geral da ONU.

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