Redação Pragmatismo
Ciência 25/Jul/2018 às 15:16 COMENTÁRIOS

Dicas para assistir ao maior eclipse do século XXI

Lua de sangue da próxima sexta-feira será o eclipse mais longo do século. Fenômeno poderá ser visto por quase duas horas porque vai atravessar a parte mais escura da sombra terrestre. Saiba onde será melhor visto no Brasil

eclipse lua de sangue

Um dos espetáculos mais fascinantes do ano acontecerá na próxima sexta-feira (27). Um fenômeno lunar estará na mira de astrônomos e curiosos: de tom avermelhado, o eclipse conhecido como “lua de sangue” poderá ser visto por uma hora e 43 minutos.

Segundo a NASA, esse eclipse lunar total será visto em sua plenitude na África e na Europa. Por lá, serão quase 4 horas de período de umbra — por isso “o mais longo do século”.

No Brasil, o eclipse será melhor observado na região leste. As melhores capitais para ver serão João Pessoa (PB) Recife (PE). A lua nasce às 17h15 nessas cidades, sendo que a fase total do eclipse termina às 18h13 minutos (quando a lua está inteira dentro da sombra). A parcial termina às 19h19. O eclipse já vai estar rolando antes, mas a Lua não vai ter nascido na maior parte do Brasil.

A melhor saída para prestigiar o fenômeno é ir para um lugar aberto e o mais perto da costa do Brasil possível. Um ponto positivo do eclipse da Lua é que, ao contrário da versão solar, não é necessário um óculos especial para admirar. Vale conseguir um binóculo ou uma luneta. Outro detalhe: a Lua será de sangue também – quando adquire um tom avermelhado.

Por que Lua de Sangue?

Esse eclipse é conhecido como “lua de sangue” porque os raios solares se curvam ao passar pela atmosfera terrestre justamente no momento em que a Lua está na sombra da Terra. “A atmosfera funciona como uma lente que desvia as luzes vermelha e laranja do sol, conferindo a cor avermelhada desse eclipse”, explica o professor de física Daniel Rutkowski, da Eseg (Escola Superior de Engenharia e Gestão). “Se a Terra não tivesse atmosfera, o eclipse ficaria totalmente escuro.”

O físico diz que “a ‘lua de sangue’ é um evento corriqueiro”. “Com a chegada da internet, aumentou o interesse pelo assunto. Na última década, houve uma procura maior por eclipses.”

Ele explica que o termo “lua de sangue” apareceu há cerca 20 anos e que acabou adotado até pelas universidades. “É um termo popular. As faculdades acabam usando para chamar a atenção e conseguir ensinar alguma coisa sobre o assunto.”

Dias depois do eclipse do dia 27, um novo evento chamará a atenção no céu. Marte estará a 57 milhões de quilômetros da Terra, a posição mais próxima do nosso planeta nos últimos 15 anos.

Fotografia

A primeira dica para fotografar a “lua de sangue” é utilizar a maior lente ou o maior zoom possível de sua câmera ou telefone celular. Os profissionais utilizam lentes de 300 mm e 400 mm e ainda podem contar com a ajuda de um duplicador, que diminui ainda mais o ângulo de visão, causando a impressão de maior aproximação.

Você também precisará de um tripé. Lentes longas ou zoom ativado normalmente exigem que a câmera ou o aparelho não sofram nenhum tipo de trepidação ou movimento, por mínimo que seja. Quando isso acontece, a imagem sai borrada e a Lua parece como uma mancha branca na foto. O tripé também ajuda a dar nitidez à fotografia: um pequeno movimento do braço ou um passo para frente ou para trás pode tirar o foco da imagem.

Também é importante medir a luz da maneira mais precisa possível. No enquadramento para fotografar a Lua, temos uma grande parte escura no quadro, e isso, quase sempre, indica às câmeras a necessidade de mais luz. Mas, na verdade, elas não precisam porque a Lua é mais clara que o fundo. Podemos fotografar diversas vezes e perceber em que momento os detalhes da Lua se tornam visíveis.

Uma boa ideia é tentar uma composição com diversos elementos, como edifícios, árvores, estátuas. Eles destacam a proporção e orienta o olhar para a Lua. Mirar o astro entre prédios ou “apoiá-lo” sobre a mão de uma estátua é uma alternativa divertida.

com informações do uol

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Comentários