Redação Pragmatismo
Governo 25/Mai/2018 às 14:13 COMENTÁRIOS
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Foto de Moro com Parente em Nova York resume a tragédia dos combustíveis no Brasil

Publicado em 25 Mai, 2018 às 14h13

Entenda por que a foto do juiz Sergio Moro com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em Nova York, explica o caos sem precedentes no abastecimento no Brasil

Sergio Moro Pedro Parente
(Imagem: Sergio Moro encontra-se em Nova York com o atual presidente da Petrobras, Pedro Parente)

Joaquim de Carvalho, DCM

As panelas estão silêncio, mas paneleiros renintes, com a cabeça feita pelos analistas da Globo, continuam tagarelando nas redes sociais, e tentam colocar a culpa do caos gerado na vida dos brasileiros aos governos de Dilma e Lula.

Incrível.

Michel Temer assumiu o governo com a mão grande e, imediatamente, implantou o plano de governo derrotado nas urnas.

O PSDB é condômino de um governo que não nasceu das urnas.

A promessa era que, com Dilma fora, os investimentos voltariam, o dólar cairia e o desemprego diminuiria.

Basta olhar os números para ver o que fizeram ao Brasil: com Dilma, a gasolina custava R$ 2,99, o gás de cozinha, R$ 50,00, e a taxa de desemprego estava em 4,8%.

A gasolina está agora a R$ 4,90 (mas no dia de hoje é mais fácil encontrar uma nota de 100 reais na rua do que o combustível no posto).

O gás de cozinha custa R$ 75,00.

O desemprego atinge 14% da população e o dólar está em R$ 3,95.

Os números não mentem, mas os mentirosos manipulam os números. Na Globo, os analistas continuam tentando, de alguma maneira, culpar Dilma pelo caos:

Ao comentar o locaute, Alexandre Garcia deu um jeito de enfiar o PT na história: nesta manhã, ele disse que a corrupção quase destruiu a Petrobras e agora o que a ameaça é a fraqueza do governo Temer.

Os ministros negociaram com a corda no pescoço e decidiram que o governo dará à Petrobras R$ 4,9 bilhões até o fim do ano.

É uma maneira de compensar a redução de 10% nos preços do diesel. “O contribuinte vai pagar a conta”, alertou o jornalista.

O que a velha imprensa não diz, os petroleiros estão dando um jeito de mostrar.

Em Minas, houve uma paralisação de oito horas, preparativa para uma greve maior, conforme explicou o coordenador do Sindipetro em Minas Gerais:

— Essa paralisação de hoje é o início de uma greve que está sendo construída nacionalmente, que pretende parar todas as refinarias do país e as plataformas, e aí é importante ter a população do nosso lado. A greve não é por benefício nem por salário. É para que o governo deixe os petroleiros trabalhar. As refinarias estão trabalhando com carga baixa a mando do governo, para que os importadores tragam combustíveis mais caros para o país.

Bingo!

É isso que está acontecendo: com o dólar mais alto, o preço do produto sobe de acordo com a variação da moeda.

Com a refinaria trabalhando com menor capacidade, os custos de refino da Petrobras diminuem, e o lucro aumenta.

Resultado: essa política é boa para que tem ações da empresa — os dividendos podem aumentar e as ações podem subir.

O que atrapalhou esse plano foi a paralisação, porque obrigou a Petrobras a reduzir o preço do diesel, ainda que temporariamente.

As ações caíram — mas logo voltam a subir, pode apostar.

Quem vai cobrir o prejuízo por esse modelo perverso de gestão do petróleo no Brasil é o pobre.

No final, ele é quem vai pagar a conta, porque o governo se comprometeu a subsidiar o preço do produto.

Para fazer isso, terá que mudar o orçamento.

Sairá dinheiro de uma área e irá para outra. E, em situações assim, quem perde é a saúde, a educação, a assistência social e, se conseguirem mudar a Constituição, a Previdência.

São os setores que não têm lobby no governo.

Quem defende uma política que inclua o pobre no orçamento é o PT e os partidos de esquerda. Entende agora por que seus líderes estão sendo presos?

É nesse ponto que assume relevância a figura do juiz Sergio Moro.

Pedro Parente continuaria com sua empresa de gestão de fortunas ou como executivo de alguma multinacional, como a importadora e exportadora Bunge, se Moro não tivesse fornecido o argumento para destruir a economia brasileira, com a farsa do maior escândalo de corrupção na história da Via Láctea encontrado na Petrobras.

A atuação dele direta nos negócios do governo terminou em 2003 (quando Lula assumiu), depois de gerir o Ministério das Minas e Energia, no período em que houve racionamento de energia.

Com a mudança de governo, Pedro Parente foi chamado para tomar conta da Petrobras, justo ele que era chamado de “ministro do apagão”.

Sem Moro, não existiria Parente na Petrobras. Sem a Petrobras sob gestão de Parente, certamente Moro não seria homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos como Personalidade do Ano.

É por razões como esta que a eleição de outubro se tornou a mais importante da história do Brasil.

Só o eleitor pode dar um basta nesta política que não atende aos interesses dos brasileiros.

Muitos paneleiros continuarão ligados no que diz a Globo, como robôs, mas ainda há uma parcela que pode se libertar.

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Comentários

  1. Rodrigo Postado em 06/Jul/2019 às 13:08

    Interessante, Moro sempre tirando fotos com pessoas do PSDB, segundo o que li, ele foi para os Estados Unidos para fazer uma palestra, se não me engando a matéria diz que foi financiado pela empresa do Dória, sempre tirando fotos com membros do PSDB investigado e quando foi questionado, ele disse que Lula também já tirou fotos com políticos do PSDB, mas, ele esquece que ele é juiz.

  2. Willian Postado em 06/Jul/2019 às 13:08

    Se a CIA não tiver destruído os documentos, quem sabe não veremos no futuro que um certo juiz, junto com os EUA, fez parte de uma grande encenação para arrasar com indústrias nacionais, desestabilizar a economia de modo proposital, pôr a culpa num único partido e privatizar a maior estatal do petróleo latino-americano, com a desculpa de que esse mesmo partido a havia destruído. Estranhamente, esse juiz está sempre indo receber prêmios nos EUA, estudou em Harvard, por sinal, universidade de playboys almofadinhas, filhos de banqueiros. Não por acaso, está sempre tirando fotos com tucanos; não por acaso, empresários o homenageiam e, não por acaso, muitos ligados ideologicamente ao tucanato. É muita farsa!